A Activision Blizzard está enfrentando mais um processo em relação à suposta cultura de assédio sexual e discriminação da empresa. Desta vez, envolve uma funcionária atual da Blizzard que diz ter sofrido retaliação por relatar vários incidentes de sexismo e assédio.

O processo foi aberto no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles (via Bloomberg e GameSpot) em nome de uma mulher conhecida apenas como Jane Doe, a fim de proteger a identidade. Ela é representada pela advogada Lisa Bloom, que deu uma coletiva de imprensa em frente aos escritórios da Blizzard em Irvine, Califórnia, em dezembro, em relação ao processo recentemente aberto, durante o qual ela compartilhou detalhes sobre as experiências de Doe e chamou a atenção para a suposta cultura de fraternidade da Blizzard que é já é objeto de uma ação judicial do estado da Califórnia.

De acordo com o processo, Doe começou a trabalhar no departamento de TI da Blizzard em 2017 como assistente administrativo sênior. Em seu primeiro dia de trabalho, ela alega que foi pressionada a tomar shots de tequila e compartilhar um segredo constrangedor com seus colegas de trabalho. O processo alega que ela foi frequentemente pressionada a beber álcool e ficar depois do trabalho para jogar o Jackbox, que ela alega que muitas vezes se transformava em perguntas e respostas de natureza sexual. Também alega que estava sujeita a avanços indesejados, incluindo proposta para sexo e ter um gerente tentando beijá-la.

Quando Doe supostamente trouxe essas preocupações para outros na empresa, suas preocupações foram ignoradas e ela começou a enfrentar retaliação por apresentar suas queixas. Ela tentou ser transferida do departamento de TI, mas foi rejeitada várias vezes para outros cargos até que ela escreveu uma reclamação para J. Allen Brack, presidente da Blizzard na época, que renunciou no ano passado em meio às consequências do processo do estado da Califórnia. Foi então oferecida a ela uma nova função em um departamento diferente, embora com uma redução salarial significativa.