Uma juíza ordenou uma suspensão temporária da controversa fusão entre a Paramount e a Warner Bros.
Conforme noticiado pela Variety (via IGN), a juíza Araceli Martinez-Olguin determinou a suspensão da fusão após uma coalizão de estados argumentar que a medida violaria a lei antitruste federal. O receio é de que isso possa levar a preços mais altos e à redução da produção de filmes e programas de TV.
A Paramount esperava concluir o acordo até quarta-feira, 22 de julho. A liminar impedirá a finalização do negócio por mais 14 dias, podendo ser prorrogada por até 28 dias.
Um total de 12 estados busca bloquear a fusão entre a Paramount e a Warner Bros. O advogado da Paramount, Jeffrey Kessler, argumentou que os estados não apresentaram provas suficientes para sugerir que a fusão seja anticompetitiva.
“A demonstração dos estados demandantes, no mínimo, indica que ainda existem questões sérias a serem analisadas quanto ao mérito da causa, o que justifica a concessão de uma liminar”, afirmou Martinez-Olguin. “A Paramount e a Warner Bros. continuarão a operar como empresas separadas e viáveis, competindo no mercado enquanto aguardam a decisão do Tribunal sobre este caso. O equilíbrio de interesses, aliado ao interesse vital do público na aplicação das leis antitruste, inclina-se, portanto, fortemente a favor da liminar solicitada”.



