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TOP X #6 – Piores Decisões da PlayStation

Bem-vindos ao TOP X, a coluna semanal do PSX Brasil! O TOP desta vez aborda as piores decisões tomadas pela PlayStation!

A ideia da coluna é justamente o que está em seu título: listar os 10 (“X”) melhores (ou piores) itens de alguma coisa. Pode ser literalmente qualquer assunto – desde que esteja relacionado alguma forma ao site, é claro.

Algumas observações:

  • A lista foi criada por Ivan Nikolai Barkow Castilho, com palpites da equipe;
    • Deixaremos sempre claro quem montou a lista (podem existir casos de mais de uma pessoa);
    • Saiba mais sobre cada redator neste artigo;
  • Discordou da lista? Dê a sua opinião nos comentários.

TOP X – Piores Decisões da PlayStation

A PlayStation pode ter uma base de fãs leais desde a sua existência, mas é inegável que muitas decisões que a empresa tomou são inexplicáveis. Abaixo listamos as coisas absurdas que até hoje nos fazem pensar como que alguém aprovou tal decisão.

Há decisões que ficaram de fora do ranking, mas que merecem uma citação:

  • Não se preocupar com segurança digital na época do PS3 (permitindo o grande hack de 2011);
  • Troféus não terem praticamente nenhuma novidade desde que existem (e permitir o abuso das “garapas”);
  • Não retenção de grandes desenvolvedores e permitir as suas saídas (como Shuhei Yoshida, Amy Hennig e outros);
  • Desistência muito rápida de plataformas alternativas como o PS Vita, PS VR e PS VR2;
  • Aumento do preço do PS5 (sabemos que é um reflexo do mercado, mas a Sony podia ter feito algo).

PS Vita

10. PS Vita permitir apenas uma conta

O PS Vita é um excelente portátil, apesar de ter sido um fracasso de vendas. Porém, um dos pontos que é realmente problemático é permitir apenas uma única conta por vez na plataforma. Ou seja, se você dividia o console com seu irmã/irmão, era preciso aceitar que ele/a jogaria em sua conta principal. Ou ainda, estávamos numa época que nem todos tinham a PSN brasileira como principal, então se você tinha uma conta de outra região tornava-se complicado adquirir jogos digitais no PlayStation Vita.

9. PS VR2 sem retrocompatibilidade do 1

Não entendemos as dificuldades técnicas envolvidas, mas é difícil imaginar que, com um pouco de esforço, toda a biblioteca de jogos do PS VR do PS4 pudesse rodar no PS VR2. Isso ao menos deixaria o lançamento do PS VR2 mais variado. Dificilmente mudaria seu destino, mas ao menos Astro Bot Rescue Mission seria aproveitado por mais jogadores.

Sony Interactive Entertainment Japan Studio|PlayStation

8. Fechamento de estúdios consagrados

O fechamento da Bluepoint Games deixou muita gente indignada e a situação atual da Bungie é outro problema em andamento. É difícil de entender as razões de simplesmente fechar um estúdio, ao invés de tentá-lo colocá-lo no eixo, dado o seu histórico. Mas o fechamento de um estúdio em específico ainda faz a ferida dos jogadores doer: o Japan Studio. Responsável simplesmente desde a ajudar a From Software com Bloodborne a clássicos atemporais no PS2 como Shadows of the Colossus, seu fechamento parece algo absurdo. Some isso a Sony ignorando o Japão por vários anos e ficamos sem entender essas decisões.

PS3

7. PS3 e a sua estrutura interna complicada

O PlayStation 3 é um console incrível, mas é inegável que foi uma dor de cabeça desgraçada para quem desenvolveu jogos nele. Muitos desenvolvedores reclamavam na época que, apesar de todo o poder do console, criar jogos nele era algo difícil e complicado. Não só isso, mas o seu rival Xbox 360 oferecia algo mais simples, com jogos multiplataforma rodando melhores nele. Por conta dessa arquitetura complexa, até hoje não temos uma emulação que funcione direito de forma oficial – nem mesmo no PlayStation 5 (me refiro a termos jogos clássicos via PS Store / PS Plus Deluxe).

PS Move

6. PS Move

O Wii chegou ao mercado e fez um sucesso absoluto que ninguém esperava na época. Numa tentativa de roubar uma parcela desse sucesso, a Sony fez uma cópia do Wiimote com o PS Move, o qual precisava da câmera PS Eye. Apesar de ser um bom controle (e funcionar ainda melhor com o PS VR), é inegável que, na época, era ridículo querer competir com a Nintendo lançando algo “igual”. E pior: com uma lineup minúscula de jogos com suporte ao acessório.

PlayStation Stars

5. PlayStation Stars

O programa PlayStation Stars tinha muito potencial. Era um sistema de cashback junto com recompensas por você jogar. O que podia dar errado? Bom, a Sony conseguiu de alguma forma fazer isso não funcionar e o programa morreu mais cedo que imaginávamos. Até hoje seguimos sem um programa de cashback na PS Store.

PS Vita

4. PS Vita e seu cartão de memória

Novamente, o PS Vita na lista. O pobre portátil é um dos nossos consoles favoritos da Sony, mas não podemos dizer o mesmo da empresa que o criou. Quando o PS Vita foi lançado, o seu cartão de memória era prioritário. Isso significa que não era um micro SD por exemplo, era um cartão que somente o PS Vita podia ler e usar. E acredite, ter um cartão para o PlayStation Vita era algo necessário. Mesmo com modelos posteriores, que poderiam vir com uma revisão para isso, nada foi alterado.

The Last of Us Online

3. GAAS

Essa é uma decisão recente e que todos devem estar cientes. Por que diabos você pegaria boa parte de seus estúdios, que estão acostumados a criarem jogos de sucesso de público e crítica, para trabalhar nos “games as a service” (GAAS)? Dinheiro, é claro, mas dinheiro fácil não existe e a Sony parece que não sabe disso. Agora tanto a empresa quanto os seus fãs estão lidando com as consequências dessa aposta: sem um jogo novo da Naughty Dog há 6 anos e contando, Guerrilla Games demorando para concluir a trilogia Horizon, Bluepoint fechada (estava fazendo um God of War GAAS), vários estúdios fechados, a vergonha que foi o Concord e só estamos esperando para ver a outra vergonha que vai ser o Fairgame$ ou sabe-se lá qual o nome que o produto final vai ter – se é que vai existir.

PS Plus

2. PlayStation Plus para jogar online

O plano PlayStation Plus, desde a sua concepção, sofreu inúmeras alterações. Quem assina desde o início sabe: para algo que só oferecia descontos e acesso à revista digital Qore, se tornou um plano massivo com acesso a inúmeros jogos. Anos mais tarde, tivemos o Extra e Deluxe/Premium. Por sorte, o Essential ainda permite acessar os jogos enquanto for assinante, então quem assina há anos possui um ótimo arcevo. Porém, um ponto polêmico do PS Plus (e que a Sony provavelmente seguiu na onda da Microsoft) é você ter que ser assinante para jogar online desde o lançamento do PS4. O Steam, que é um concorrente direto, não exige isso, por exemplo.

PS3 Lançamento

1. PlayStation 3 por 599 USD

A E3 2005 foi uma onda de decisões incrivelmente ruins. O controle “bumerangue”, jogos com gráficos falsos, apresentação de sensor de movimento porco com Warhawk e isso sem contar os vários memes de “RIIIIIDGE RACER” e “Giant Enemy Crab”. Mas o preço do PS3 foi a gota d’água: a versão de 60 GB chegaria custando 599 dólares. Para a época, era um valor simplesmente absurdo: era o dobro do Xbox 360 (299 USD) e sua versão mais barata (de 499 USD) era o dobro do preço do Wii (249 USD). Sabemos que isso era simplesmente a Sony achando que o público ia engolir o que oferecessem, mas a história mostrou que não é bem assim e o PlayStation 3 conseguiu dar a volta por cima anos mais tarde com uma mudança drástica em sua estratégia.

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