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Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok – Preview

Neste último final de semana, à convite da publisher Cygames, tivemos a oportunidade de participar dos testes com o beta fechado de Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok, a mais nova versão expandida do RPG de ação lançado há pouco mais de dois anos, cuja análise completa aqui no site se mostrou bastante positiva com sistemas de combate viciantes, visuais incríveis e ciclos de gameplay irresistíveis.

Com lançamento previsto para 9 de julho deste ano de 2026, o game repaginado promete novos conteúdos tanto para quem se aventura sozinho, ao lado de um time controlado pela CPU, quanto para quem prefere entrar em missões multiplayer on-line, formato este para o qual os testes aos quais tivemos acesso foram dedicados. Além do tutorial idêntico ao do jogo original, estavam disponíveis três missões para até quatro jogadores, sendo uma delas a incursão inicial contra algumas poucas hordas de inimigos comuns e as outras duas contra chefes poderosos. Hora de partir uma vez mais para uma jornada com os amigos!

Logo de cara, é fundamental compreender que em time que está ganhando, não se mexe. Portanto, tudo aquilo que fez da versão de 2024 um grande acerto permanece praticamente inalterado. Rodar a demonstração pela primeira vez é como retornar para um lugar de conforto por onde já passamos bons momentos. Tudo, no hub central, permanece exatamente no mesmo lugar e, mesmo não podendo acessar pontos de interesse, eles estão ali como velhos amigos nos esperando para novas aventuras. Velhos conhecidos, portanto, não sentirão qualquer surpresa naquilo que tange a essência do game, salvo atualizações e ajustes sutis de balanceamento lançados mais recentemente.

Estavam disponíveis um total de 12 personagens jogáveis, um elenco já de respeito considerando as particularidades de cada um deles naquilo que tange alcance, velocidade de ataque, combinações de golpes especiais e características específicas, algo que sempre foi um dos maiores trunfos para a longevidade do título. A inclusão da nova heroína Beatrix, aliás, traz aquela sensação de novidade e frescor para um conjunto já bastante completo.

O estilo coreografado na manipulação da espada da nova personagem traz uma fluidez encantadora em combos mais sofisticados, com agilidade e bastante leveza. Beatrix claramente dispensa a cautela e recompensa um estilo mais agressivo, mas exatamente por isso não é das mais resistentes. A boa notícia é que Granblue Fantasy: Relink, desde sempre, implora pelo ritmo alucinante, e a composição de ataques rápidos e a esquiva bem sincronizada é simplesmente avassaladora.

Suas características especiais, entretanto, exigem um pouco mais de estratégia e parcimônia, já que lida com uma gestão de buffs que manipula os efeitos de seus ataques para além do dano bruto convencional. Considerando ser uma personagem totalmente dedicada à pancadaria corpo-a-corpo, suas ações são voltadas à uma aproximação constante e, com isso, é essencial um cuidado redobrado para não cair nas armadilhas brutais principalmente de chefões brutamontes, que é o caso dos dois disponíveis neste beta.

Também por isso, seu melhor aproveitamento se dá em times bastante equilibrados, com companheiros habilitados com suporte e controle à distância. Ela funciona muito mais como a atacante central, potencializada por um backgound potente, do que parte de um time totalmente porradeiro. Sem o apoio, ela pode ficar bastante vulnerável e ter pouco poder de decisão.

Como não pude contar com conhecidos durante o período, todas as minhas partidas foram ao lado de ilustres desconhecidos, então a comunicação e a articulação com a equipe não passou de alguns emojis simpáticos e um grande “é cada um por si”, o que não se mostrou um grande problema por enquanto, com todo mundo igualado no nível 10 em missões bem ajustadas em termos de dificuldade. A tendência é que, na versão final, esta organização possa ser um diferencial importante para o sucesso do grupo.

Aliás, ter à disposição a opção de se jogar entre plataformas parece engrandecer ainda mais as possibilidades de cruzar o caminho de pessoas de todos os cantos. Mesmo neste período restrito, não tive nenhum problema em encontrar times abertos e prontos para a ação, salvo um ou outro horário mais peculiar. Se ainda sou mais propenso a curtir missões no estilo single player, este período foi o suficiente para garantir que não será um problema compartilhar quando quiser.

Em questões de estabilidade e conexão, o alívio de que tudo rodou de forma bastante tranquila e sem engasgos é, certamente, a melhor notícia que a equipe de desenvolvimento esteava esperando deste período fechado. Espera-se algum estresse na conexão, com gargalos ocasionais, mas jogando em alguns períodos diferentes, mas prioritariamente à noite e de madrugada aqui no Brasil, não tive qualquer problema de lag, lentidão ou desconexão, com um carregamento surpreendentemente rápido considerando as condições e o apuro técnico do jogo. Se o estado on-line permanente não fosse o foco, eu teria me esquecido de que estava dividindo a partida com outras pessoas de lugares diferentes.

A promessa vai para além disso, com conteúdo constante retroalimentando a base de jogadores em missões de contenção, caça e recompensa. Granblue Fantasy: Relink, o original, já havia se tornado facilmente um dos meus jogos do gênero favoritos e depois de esgotá-lo tempos atrás, esta será uma ótimo desculpa para retornar ao Mundo dos Céus em Endless Ragnarok, encontrar novos guerreiros – além de Beatrix, outros novos tripulantes são aguardados – e curtir uma vez mais esta belíssima obra de arte no prometido apocalipse sem fim do título.

Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok será lançado para PlayStation 5, Switch 2, PlayStation 4 e PC via Steam em 9 de julho.

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