O mundo dos eSports está cada vez mais estruturado e profissional. Hoje, funciona com uma lógica parecida aos esportes tradicionais, contando com um calendário de campeonatos bem definido, ligas organizadas, comissões técnicas, premiações e uma rotina de alto rendimento que vai muito além de “jogar bem”.
A evolução do setor trouxe mais estabilidade para atletas e equipes, além de elevar o nível de exigência dentro e fora do servidor. Atualmente, várias organizações de peso reúnem elencos com atletas de elite que treinam todos os dias, com metas claras de performance e acompanhamento constante.
Esses jogadores contam com uma estrutura robusta, contando com treinaodres, analistas, psicólogos, preparadores físicos e centros de treinamento, além de suporte médico e tecnológico.
O resultado é um cenário mais competitivo, no qual talento importa, mas disciplina, ambiente e método fazem a diferença para chegar (e ficar) no topo. Essa movimentação também chama a atenção das apostas, com a cobertura da modalidade em diversos materiais como este. Jogue com responsabilidade.
Metodologia: prêmios, expectativas, streaming e patrocínios
A metodologia para medir os ganhos dos jogadores de eSports precisa separar o que é público do que é privado. Prêmios de torneios são a base dos rankings por serem valores oficiais, registrados e comparáveis entre jogos.
Já salários e bônus pagos pelas equipes variam por modalidade, região e modelo de liga, quase sempre são confidenciais, por isso não entram nas listas. Além disso, muitos atletas ampliam bastante sua renda com streaming e criação de conteúdo (Twitch/YouTube/Kick), patrocínios e “brand deals” com marcas, e cachês por aparições em eventos e campanhas.
Top 10 por ganhos totais e jogos de origem
Com base em ganhos históricos em prêmios de torneios até outubro de 2025, data da última atualização, vamos ao Top 10 que mais acumularam dinheiro no eSports.
1) Johan “N0tail” Sundstein — Dota 2 (OG)
O norueguês é o mais bem pagos em todos os tempos, com cerca de US$ 7,1 milhões. Em sua carreira foram 378 partidas e 77 torneios disputados. A lenda foi o capitão do OG bicampeão do TI (2018/2019), torneio com maior prize pool do planeta.
2) Jesse “JerAx” Vainikka — Dota 2 (ex-OG)
O finlandês somou cerca de US$ 6,5 milhões em sua carreira. Foram 54 competições e 262 partidas disputadas.
3) Yaroslav “Miposhka” Naidenov — Dota 2 (Team Spirit)
Com aproximadamente US$ 6,2 milhões, o russo ainda está em ação. São mais de 700 partidas e 100 competições no currículo. Atualmente, é líder e suporte histórico do núcleo campeão do Team Spirit.
4) Anathan “Ana” Pham — Dota 2 (ex-OG)
O australiano alcançou 106 partidas e 23 competições, acumulando em sua carreira pouco maos de US$ 6,0 milhões.
5) Sébastien “Ceb” Debs — Dota 2 (OG)
Com 422 partidas e 82 competições disputadas, o francês acumula quase US$ 6,0 milhões e segue em atividade pela OG.
6) Ilya “Yatoro” Mulyarchuk — Dota 2 (Team Spirit)
Mais um jogador da Team Spirit, são US$ 5,9 milhões recebidos pelo ucraniano, que já conta com mais de 500 jogos, dentro de 71 competições.
7) Magomed “CoLLapse” Khalilov — Dota 2 (Team Spirit)
Outro nome ainda em ação, o russo também defende o Team Spirit e já disputou 570 partidas em 79 campeonatos. Ele acumula US$ 5,9 milhões.
8) Topias “Topson” Taavitsainen — Dota 2 (ex-OG)
O finlandês tem valores astronômicos acumulados, após 355 jogos e 64 competições. Ele conta com US$ 5,8 milhões.
9) Miroslaw “Mira” Kolpakov — Dota 2 (Team Spirit)
Com 26 anos e US$ 5,6 milhões na conta, o ucraniano tem 482 jogos disputados e 68 competições. É bicampeão com a Team Spirit, mas atualmente defende a Aurora.
10) Kuro “KuroKy” Takhasomi — Dota 2 (Nigma Galaxy)
Atléta da NGX, o alemão de 33 anos é quem soma mais jogos e competições, com 642 partidas e 118 torneios. São US$ 5,2 milhões recebidos.
Como virar pro: rotina, contrato e de carreira
Virar profissional nos eSports exige uma rotina de alto rendimento, com 6 a 8 horas diárias de treino coletivo e individual, análise de partidas e cuidados fora do PC (sono, alimentação e preparo físico) para manter desempenho e evitar lesões.
Também é importante entender seu papel dentro da equipe e seguir um caminho gradual, evoluindo no amador, passar por times semiprofissionais ou academies, ganhar consistência e só então buscar vagas no tier 1.
Na parte de carreira, a progressão pede visão de longo prazo. Os primeiros contratos tendem a ser curtos, com salário menor e foco em desenvolvimento, porém, conforme o nível sobe, surgem cláusulas mais complexas, como bônus por performance, direitos de imagem, exclusividade de streaming e buyout, que precisam ser bem compreendidas antes de assinar.