Análise – Sinner: Sacrifice for Redemption

Mesmo tendo chegado ao fim em seu terceiro jogo, o legado deixado pela franquia Dark Souls continua vivo até hoje, fato esse atribuído aos inúmeros títulos que são lançados em sua homenagem a cada ano. A mais nova adição a esse grupo é SINNER: Sacrifice for Redemption, um jogo 3d de ação feito pela desenvolvedora chinesa Black Star, cuja principal premissa é o combate exclusivo contra chefes.

No jogo acompanhamos a trajetória de Adam, um bravo cavaleiro  que devido ao seu conturbado e misterioso passado, busca redenção para sua alma atormentada. Para isto, ele deverá cumprir a perigosa tarefa de caçar abomináveis seres, que foram trazidos ao mundo por uma força desconhecida: Os sete pecados capitais. Tal grupo de criaturas,  espalhou caos e terror no mundo através dos milênios, despertando no coração do homem seus piores desejos e agora, somente Adam, pode encerrar este ciclo de destruição de uma vez por todas.

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Toda história presente no título, é narrada por uma misteriosa voz feminina, dentro de cutscenes animadas que são exibidas antes de enfrentarmos algum chefe. O enredo, que tenta seguir à risca a fórmula da série Dark Souls, é completamente subjetivo e em momento algum tem a intenção de explicar o que se passa no universo para o jogador, incentivando o mesmo a interpretar os fatos da forma que desejar. Toda a experiência dura pouco menos de 2 horas, podendo variar com base na habilidade de cada jogador, e infelizmente não apresenta legendas para o português do brasil.

A decisão por parte dos desenvolvedores em deixar a história subjetiva não seria um problema se, em primeiro lugar, houvessem no jogo personagens secundários, diálogos ou quaisquer elementos pelo cenário que adicionassem novos nuances à história. Por conta disto, a narrativa se torna bastante superficial e previsível, limitando-se a um simples pano de fundo para o que é acontece na tela.

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Os comandos dentro de SINNER:Sacrifice for Redemption são bastante semelhantes aos de sua fonte de inspiração: aqui o jogador pode atacar, defender, correr, rolar e utilizar itens ofensivos e defensivos a seu favor. Como de costume, existem as barras de vitalidade e estamina, que serão consumidas conforme o personagem recebe dano ou realiza algum comando respectivamente. Adam ainda conta com duas espadas, uma curta e outra longa, que podemos alternar quando bem entendermos.O mapeamento dos botões, pode causar desconforto para alguns, porém o jogo oferece diferentes configurações para tornar a experiência mais agradável e próxima de Dark Souls.

Um ponto relativamente negativo é a limitada customização do nosso personagem. Com exceção de novas armas, que são liberadas conforme se completa o jogo múltiplas vezes, não existe a menor possibilidade de melhorar os atributos de Adam. Além disso, não há nenhum tipo de magia que possa ser apreendida ou utilizada, o que acaba limitando e muito, a possibilidade de experimentar novas abordagens e builds, algo bastante comum em títulos do gênero.

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Uma vez dentro do jogo, os chefes podem ser desafiados em qualquer sequência, e sua seleção pode ser feita em uma pequena área circular, com 7 rochas semelhantes a lápides, cada uma representando um dos sete pecados. Com base no inimigo escolhido, nosso personagem irá sacrificar parte de sua alma, sofrendo uma penalidade permanente no processo. Por exemplo: Caso você decida enfrentar o pecado da inveja, perderá metade de seus itens até o final do jogo. Tal mecânica adiciona uma nova camada de dificuldade ao jogo, exigindo uma boa sabedoria na ordem de enfrentamento dos pecados, uma vez que a cada novo chefe desafiado, nosso personagem ficará mais fraco por conta do acúmulo das penalidades.

Definitivamente o ápice do jogo são os combates contra os chefes. Cada um possui uma extensa lista de habilidades diferentes, bom como fraquezas, que certamente darão trabalho até mesmo para os aficionados em jogos Souls-Like. O design investido em três bosses em particular é fantástico, e parecem que foram idealizados pela própria From Software, já  os outros não tiveram tanta atenção, e são versões genéricas de alguns inimigos já vistos na consagrada franquia.

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Graficamente SINNER:Sacrifice for Redemption não oferece nenhum espetáculo visual, uma vez que as texturas que compõe os cenários são muito simples(ou pobres). Como forma de tornar isto menos evidente, o jogo aposta em uma paleta de cores com tonalidades mais escuras, e abusa do uso das sombras. Apesar disso o jogo apresenta falhas na renderização de suas texturas, que constantemente sofrem atraso para serem carregadas.

A carência de uma trilha sonora marcante é outro ponto negativo a ser ressaltado que, acaba por tirar um pouco a dinâmica dos combates. Felizmente, tal lacuna é compensada através da direção de áudio que realmente se destacou, ao criar sons que transmitir perfeitamente o peso dos impactos de cada golpe vistos em tela.

Veredito

Apesar de seus problemas, SINNER: Sacrifice for Redemption se mantém bastante divertido, especialmente para os fãs da Sére Dark Souls, que certamente irão adorar seus desafios. Entretanto sua curta duração e falta de conteúdo, agregadas ao preço ao qual é vendido, podem acabar afastando quem busca experiências com um melhor custo benefício.

Jogo analisado com código fornecido pela Black Star Games.

Veredito

75

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Veredict

Despite its problems, SINNER: Sacrifice for Redemption remains quite entertaining, especially for fans of the Dark Souls Series, who will surely love the challenges. However, its short duration and lack of content, coupled with its price, may end up driving away those who seek more cost-effective experiences.