Bem-vindos ao TOP X, a coluna semanal do PSX Brasil! O TOP desta vez aborda os melhores jogos de Tomb Raider!
A ideia da coluna é justamente o que está em seu título: listar os 10 (“X”) melhores itens de alguma coisa. Pode ser literalmente qualquer assunto – desde que esteja relacionado alguma forma ao site, é claro.
Algumas observações:
- A lista foi criada por Lucas Metz;
- Deixaremos sempre claro quem montou a lista (podem existir casos de mais de uma pessoa);
- Saiba mais sobre cada redator neste artigo;
- Discordou da lista? Dê a sua opinião nos comentários.
TOP X – Melhores Jogos de Tomb Raider
Ranquear os diferentes jogos da franquia Tomb Raider não é uma tarefa simples. Ao longo das últimas três décadas, vimos Lara Croft passar por muitos altos e baixos enquanto a franquia tentava se adaptar às mudanças da indústria. Desta forma, com no mínimo três continuidades distintas (e uma quarta a caminho), é seguro dizer que cada fã da série terá um top 10 pessoal e intransferível.
Dado o desafio de colaborar com essa nova coluna do portal PSX Brasil, apresento (e justifico) a seguir a forma como eu classificaria os jogos hoje. Gostaria apenas de destacar que eu acompanho a trajetória da saqueadora de tumbas religiosamente desde o início de 1998, pouco após o lançamento de TR2, e, mesmo assim, sempre encontro novos motivos para amar ainda mais os jogos a cada nova maratona.
Vamos lá.
10. Tomb Raider: Underworld (2008)
Underworld marcou a estreia da franquia na era do PlayStation 3, introduziu captura de movimentos, e encerrou a primeira trilogia da Crystal Dynamics colocando Lara Croft em busca da Mjölnir, do deus nórdico Thor. Infelizmente, nem todas as mudanças foram para melhor, especialmente considerando-se que em 2008, quando foi lançado, alternativas como Uncharted e Assassin’s Creed já estavam se estabelecendo no mercado. Apesar da controvérsia de DLCs exclusivos para a plataforma concorrente, Underworld encerrou o arco iniciado por Legend de forma satisfatória. (Nota: fique longe da versão para PlayStation 2!)
9. Tomb Raider: The Last Revelation (1999)
Mesmo sob a pressão de lançamentos anuais, o quarto jogo da série tentou se reinventar, trazendo uma experiência mais focada em exploração e narrativa do que os jogos anteriores, retroativamente inserindo um mentor no passado da garota apenas para transformá-lo num antagonista. O resultado é um jogo robusto, quase que integralmente ambientado no Egito, onde Lara corre contra o tempo para aprisionar o deus Seth. A equipe de desenvolvedores da Core Design criou um final inesperado para o jogo, em uma tentativa de se libertar do ciclo anual imposto pela Eidos, mas não fez diferença alguma para a publisher.
8. Lara Croft Go (2015)
Apesar de não carregarem o nome da franquia no título, os spin-offs da série são dignos de atenção. Lara Croft Go é o segundo título de uma trilogia de jogos de puzzle por turnos desenvolvidos pela Square Enix Montréal. Foi lançado originalmente para smartphones mas posteriormente recebeu um merecido port para PS4 e Vita (“Vita significa Vida”). Arrastar pilares, escapar de pedregulhos rolantes, deduzir a ordem certa para cada passo — curiosamente, tudo funciona muito bem sob essa perspectiva única, combinado com um belo estilo artístico e uma trilha sonora encantadora.
7. Tomb Raider II (1997)
Após o absurdo sucesso do primeiro jogo, a Core Design tratou de providenciar uma continuação para o ano seguinte. Em busca da adaga de Xian, Lara Croft visita lugares como a Muralha da China, os canais de Veneza, e monastérios nas montanhas do Tibete, enquanto enfrenta a máfia italiana em uma corrida pelo tesouro. Por uma tendência de mercado na época, existe um foco muito maior em tiroteios que o jogo anterior, e mesmo naufrágios no fundo do mar estão tomados por mercenários armados dentro de salas trancadas, mas o jogo retém boa parte da essência que tornou o primeiro jogo um clássico instantâneo.
6. Tomb Raider: Legend (2006)
Dez anos após a estreia da franquia, Legend, o primeiro título da franquia agora sob tutela da Crystal Dynamics, chegou ao mercado com um desafio enorme a sua frente. Não apenas precisava honrar o legado da aventureira, mas também precisava fazer com que ela reconquistasse o público após o desastroso Angel of Darkness (de 2003). Com uma repaginada no visual e jogabilidade, finalmente colocando o jogo no mesmo patamar que demais jogos disponíveis na época, Legend foi um necessário e bem-vindo sopro de vida para a franquia em seu momento mais crítico. A narrativa do jogo traz como chamariz nada menos que a lendária Excalibur.
5. Tomb Raider (2013)
A jogabilidade antiga, com sistema de mira automático, parecia não ter mais lugar na geração PS3, e simplesmente substituí-la tornaria uma possível continuação para Underworld parecida demais com os outros jogos no mercado. A solução que a Crystal Dynamics encontrou foi um reboot completo, colocando Lara Croft de volta à estaca zero. Uma estudante jovem e inexperiente que se vê forçada a lutar pela própria sobrevivência, recolhendo recursos e improvisando armamentos encontrados na ilha de Yamatai, enquanto prova ser uma verdadeira mestre de combate e matança ao enfrentar hordas e mais hordas de cultistas ensandecidos (pois, novamente, era o que os jogos populares na época faziam, e, claro, este aqui também segue aquela memsa estética marrom/monótona que marcou a geração).
4. Rise of the Tomb Raider (2015)
Dois anos após o reboot, a primeira continuação chegou — e, numa manobra catastrófica da Square Enix, com exclusividade temporária para a plataforma concorrente… Águas passadas não movem moinhos. Em Rise, Lara se vê descreditada sobre os eventos que testemunhou em Yamatai e parte em busca de evidências tangíveis da imortalidade na gelidez da Sibéria. Usando a estrutura do reboot como fundação, o jogo insere áreas mais densas e aprofunda as mecânicas internas. A densidade dos ambientes significa ainda mais encontros com inimigos armados, e nossa garota dizima (parte de) uma ordem paramilitar que se identifica como Trinity.
3. Shadow of the Tomb Raider (2018)
Enquanto a Crystal Dynamics trabalhava no amaldiçoado Marvel’s Avengers (que tinha alguns méritos, apesar de tudo), a terceira parte da saga Survivor foi desenvolvida pela Eidos Montréal. Apesar do resultado dividir opiniões, eu pessoalmente o considero o melhor dessa trilogia por conta de seus ambientes, em busca da cidade (não tão) perdida de Paititi na Amazônia peruana, uma leve mudança no foco (enquanto Rise usava qualquer desculpa para empurrar um inimigo armado na sua cara, Shadow faz isso com menos frequência), oferecendo momentos de maior introspecção enquanto você navega e caça recursos, e, claro, tumbas impressionantes. É uma pena que as melhores são vendidas separadamente, mas esse é o mundo em que vivemos. Dito isso, admito que a história não foi tão bem desenvolvida quanto os refinamentos na jogabilidade.
2. Tomb Raider: Anniversary (2007)
Descrever Anniversary como um remake é quase que um sacrilégio para um grupo específico de fãs, pois o jogo descartou muitos elementos e ambientes do jogo original e inseriu retroativamente a narrativa e continuidade iniciada por Legend, que havia sido lançado um ano antes. Apesar disso, a reconstrução dos cenários não deixa a desejar e transparece muito bem tanto a escala quanto aquele fascinante aspecto de mundos perdidos. Acrescente a isso a fluidez e mobilidade de Legend e você tem um jogo que sustenta muito bem por si, obrigado.
1. Tomb Raider (1996)
O topo é, sempre foi e provavelmente sempre será, do título de estreia da franquia. Tomb Raider não se tornou um clássico sem motivo, e Lara Croft com certeza fez sua parte, mas o jogo realmente se destacou por sua premissa quase que singular para a época. Um dos pioneiros na transição de jogos em 2D para 3D, o jogo trazia cenários impressionantes que você podia explorar livremente com um igualmente expansivo repertório de movimentos para isso. O ritmo mais sereno da exploração era interrompido ocasionalmente por encontros com animais selvagens ou enigmas simples aqui e ali. Quem teve o privilégio de jogar na época se encontrou imerso em uma incrível jornada por uma variedade de ambientes no Peru, Grécia, Egito, e até mesmo uma interpretação única do que restou de Atlântida. É justamente a simplicidade da época que torna esse jogo tão especial, sem falar que todos os elementos fundamentais estão aqui.
Agora, se você não tem paciência para encarar o jogo original, ou sua excelente versão remasterizada lançada em 2024, em alguns poucos meses teremos uma nova reinterpretação desse clássico, agora sob responsabilidade do estúdio polonês Flying Wild Hog. Pelo que já vimos até agora, muito provavelmente Legacy of Atlantis também receberia uma posição de destaque em meu Top X.
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