Através da Lei nº 5.798, sancionada no final do ano passado pela presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Cultura (Minc) instituiu o Vale Cultura, que entrará em vigor no início do próximo semestre. O intuito é fornecer aos trabalhadores meios para que possam consumir produtos culturais a partir de bolsa mensal atrelada ao salário. As informações são do "O POVO".

A partir do final deste semestre, diversas empresas poderão se credenciar para terem abatimento no seu imposto de renda em troca do repasse do valor de R$ 50 em um cartão para trabalhadores que recebem de um a cinco salários mínimos. A adesão é voluntária, tanto por parte da empresa como do funcionário. A empresa paga R$ 45 e o trabalhador R$ 5. O vale funcionará como um cartão de débito, assim como são os cartões de vale-transporte. Todos os meses o cartão será abastecido com o valor citado, que pode ser acumulado. “Se o trabalhador quiser um produto cultural de R$ 100 ou quiser entrar em um espetáculo que seja mais caro que R$ 50, ele vai poder, se acumular”, explica.

O mercado de games, claro, também queria entrar na jogada e através de Moacyr Alves (presidente da Acigames) , fez um pedido à Ministra para que os games também fossem contemplados pelo vale. A Ministra, infelizmente, não apenas recusou como também declarou publicamente que “Video-Games não são cultura”.

A Square Enix mandou para a ministra uma cópia de um Artbook assinado por Yoshitaka Amano e o CD Distant Worlds, com grandes temas da série em versões orquestradas, junto com uma carta de teor ainda desconhecido, mas que provavelmente esclarece para ela que games são não apenas arte, mas extremamente importantes como fator cultural.

Obviamente é de interesse da Square Enix que o governo brasileiro reconheça o valor dos games e o quanto são importantes não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. A carta, o livro e o CD serão entregues em mãos à ministra pelo próprio Moacyr.

Veja a carta na íntegra abaixo: