Após inúmeros rumores, centenas de notícias e várias informações divulgadas, o PlayStation 5 finalmente está em nossas mãos (e muito em breve na de vocês também!). Aqui você confere um review completo de suas funcionalidades, o que o console faz e não faz, como funciona a retrocompatibilidade de verdade e tudo o que você queria saber sobre a interface.

Hardware

Antes de começarmos a falar sobre o sistema operacional e os jogos, vamos abordar rapidamente um assunto que você está cansado de saber e ver: o hardware do PS5. O nosso unboxing (acima) detalhou bem o tamanho dele e o que encontrará na caixa do aparelho. Nesse sentido, portanto, não há muito mais o que discutir.

O PS5 realmente é grande e consideravelmente pesado. É provavelmente o maior console que já tive nesse sentido. Pessoalmente, achei um console bonito ao vivo, mas não é exatamente o mais belo. Seu visual é arrojado, mas como estou usando o console deitado, o leitor de discos fica na parte inferior. É algo meio estranho, mas talvez seja questão de costume.

O PS5 ligado emite uma luz na parte superior nos dois lados e na mesma coloração do PS4: laranja em standby, azul é que está ligando e branco significa funcionando, basicamente. Quando ligado, acredite, ele é realmente silencioso. É claro, todo console novo é quieto, até o seu PS4 que agora parece um avião já foi silencioso um dia. Então não quero afirmar que será silencioso para sempre, mas por enquanto o silêncio é absurdo.

A base que segura o PS5 é uma coisa muito estranha para um videogame, mas se você não pretende levar seu console por aí (aliás, nem pense muito nisso, pois além de pesado, o PS5 malemal caberá nas mochilas), é algo que você ajustará uma vez e nunca mais, como o seu televisor por exemplo.

O PS5 possui duas saídas USB traseiras, porém apenas uma na frente. Isso é um pouco incômodo, pois você (normalmente) terá o cabo que carrega o DualSense conectado, forçando-o a utilizar as entradas traseiras para dispositivos de armazenamento externo, por exemplo. Não é o fim do mundo, claro, mas é mais fácil mexer na USB na frente do console.

Especificações do PlayStation 5  

CPU 

x86-64-AMD Ryzen™ “Zen 2” 
8 Cores / 16 Threads 
Frequência variável, até 3.5 GHz 

GPU 

AMD Radeon™ RDNA 2-based graphics engine 
Aceleração Ray Tracing 
Frequência variável, até 2.23 GHz (10.3 TFLOPS)

Memória de Sistema 

GDDR6 16GB 
448GB/s Bandwidth 

SSD 

825GB 
5.5GB/s Read Bandwidth (Raw) 

Drive Óptico

Ultra HD Blu-ray (66G/100G) ~10xCAV

BD-ROM (25G/50G) ~8xCAV

BD-R/RE (25G/50G) ~8xCAV

DVD ~3.2xCLV 

Disco de Jogo PS5 

Ultra HD Blu-ray, up to 100GB/disc 

Saída de Vídeo

HDMI™ OUT port
Suporte para 4K 120Hz TVs, 8K TVs, VRR (especificado por HDMI ver.2.1)

Áudio 

“Tempest” 3D AudioTech 

Dimensões 

PS5: Aprox. 390mm x 104mm x 260mm (largura x altura x profundidade)

(não inclui a projeção maior, nem a base)

PS5 Edição Digital: Aprox. 390mm x 92mm x 260mm  (largura x altura x profundidade)

(não inclui a projeção maior, nem a base)

Peso 

PS5: 4.5kg

PS5 Edição Digital: 3.9kg

Voltagem 

PS5: 350W

PS5 Edição Digital: 340W

Entradas/Saídas 

USB Tipo-A (USB de alta velocidade)

USB Tipo-A (Super-Speed USB 10Gbps) x2
USB Tipo-C® (Super-Speed USB 10Gbps)
 

Rede

Ethernet (10BASE-T, 100BASE-TX, 1000BASE-T) 

IEEE 802.11 a/b/g/n/ac/ax 

Bluetooth® 5.1 

DualSense

DualSense

Outra peça importante do hardware é o DualSense. Seu visual é bonito – uma mescla de “branco acinzentado” com preto – e sua pegada é bem similar ao DualShock 4. O material parece resistente e sua parte traseira é mais “áspera”. Há algumas coisas que você sentirá desconforto até se acostumar: o botão PS, que possui o formato do símbolo PlayStation, é meio ruim de apertar, assim como o Options/Start e o Create (antigo Share). Esses dois últimos possuem um layout na diagonal, que são meio estranhos de pressionar à primeira vista. O restante não possui mistérios, são os mesmos botões que você conhece há anos.

Mas o DualSense é, realmente, uma inovação que chega a ser absurda. Há duas funções distintas e que realmente fazem diferença: a resposta tátil e os gatilhos adaptáveis.

A resposta tátil é a vibração do DualSense. O controle possui um “rumble aprimorado” digamos assim (é até ofensa falar que é só um rumble aprimorado, mas talvez nessa linha fique mais claro). Com ele, você sente coisas muito simples na tela. Parece exagero, mas jogue Marvel’s Spider-Man: Miles Morales e sinta o metrô parando logo no início do jogo. Esse foi o momento que a nova geração começou para mim.

Já os gatilhos adaptáveis geram uma força oposta no L2 e R2. Ou seja, é como se o botão ficasse mais resistente ao ser pressionado. É uma sensação que você realmente só sentirá jogando. Você pode ver e ler a respeito, mas só jogando que entenderá o quão revolucionária é essa tecnologia.

Porém, há pontos negativos nisso. O primeiro deles é que o seu dedo cansa. Depois de cerca de 15 minutos jogando um trecho de Astro’s Playroom que fazia uso direto dos gatilhos adaptáveis, o meu dedo realmente ficou cansado. Claro, não é um cansaço a ponto de parar de jogar, mas eu fico pensando em um Horizon Zero Dawn com essa tecnologia e o quanto pressionamos o R2 para lançar as flechas. Se a cada tiro tiver essa resistência, o gameplay pode ficar cansativo fisicamente de forma rápida.

Um ponto que não pude testar a tempo é a bateria. Joguei sempre conectado no cabo USB e em nenhum momento me preocupei em retirá-lo. Então ficarei devendo essa impressão. Mas considerando toda essa tecnologia e que ainda há LEDs no controle (ao redor do Touch Pad ficam umas LEDs acesas), é esperado que a bateria seja similar ou provavelmente mais curta que o DualShock 4. Vale citar, porém, que a entrada USB no controle difere do DualShock 4 (é USB Tipo-C), ou seja, você não pode usar o mesmo cabo para os dois controles.

Outro ponto que também não pude ter as impressões desejadas é o microfone embutido. O DualSense possui um microfone que você pode silenciá-lo pressionando um botão. Mas a qualidade dele, assim como de sua voz, não pude testar, infelizmente. Porém, há uma entrada para o fone de ouvido da mesma forma que o DualShock 4. Então, caso o microfone não tenha uma boa qualidade, você pode usar o mesmo método que já utiliza no PS4, por exemplo (caso conecte no controle, é claro).

Especificações do Controle Sem Fio DualSense

Dimensões 

Aprox. 160mm x 66mm x 106mm (não inclui a projeção maior)  (largura x altura x profundidade)

Peso 

Aprox. 280g 

Botões 

Botão PS, botão Criar, botão Options,

Botões direcionais (Cima/Baixo/Esquerda/Direita), botões de Ação (Triângulo, Círculo, Cruz, Quadrado)

Botões R1/L1,

Botões R2/L2 (com efeitos de gatilho)

Controle esquerdo / botão L3, Controle direito / botão R3, botão do Touch Pad, botão MUTE

Touch Pad 

2 Point Touch Pad, Capacitive Type, Click Mechanism 

Sensor de Movimento

Sistema sensor de movimento com 6 eixos (giroscópio de 3 eixos + acelerômetro de 3 eixos)

Áudio 

Microfone embutido, Alto-Falante Mono integrado, entrada para Headset Stereo

Output : 48kHz/16bit, Input : 24kHz/16bit 

Resposta

Efeitos de gatilho (nos botões R2/L2), Vibração (resposta tátil com atuador duplo), Indicadores (indicador de luz / indicador de jogador / indicador do MUTE)

Entradas 

USB Tipo-C® (USB de Alta Velocidade), Entrada de Headset Stereo, Terminais para Carregador
Comunicação Sem Fio Bluetooth® Ver5.1 
Com Fio USB connection (HID, Audio) 
Bateria Tipo Bateria de íon-lítio recarregável embutida
Voltagem DC 3.65V 
Capacidade 1,560mAh 

DualSense PS5

Astro’s Playroom

Falar do DualSense nos leva ao jogo Astro’s Playroom. Todos os PS5 possuem o título instalado de forma gratuita. Ou seja, o seu PS5 vai ter esse game pronto para ser jogado. Pensei várias vezes em analisar Astro’s Playroom de forma separada ao PS5, mas cheguei à conclusão que não faria muito sentido. Além de estar instalado em todos os PS5 e ser gratuito, o jogo funciona como uma introdução às funcionalidades do DualSense, a ponto de toda a jornada se passar “dentro” do seu PS5, mas de uma forma criativa.

Astro’s Playroom é um jogo de plataforma simples: X pula e pressione novamente para planar temporariamente no ar. Quadrado é um soco que serve para eliminar alguns tipos de inimigos. Segurar quadrado também possibilita puxar objetos em alguns momentos. E é basicamente isso. A ideia de Astro’s Playroom é que você ande por diferentes regiões, como uma praia com areia ou um cenário congelado e sinta com o DualSense a vibração desse tipo de terreno (o microfone do DualSense emite alguns sons também, aumentando a imersão).

Mas a melhor parte será com os gatilhos adaptáveis. No vídeo mais acima você poderá notar essa parte. O nosso robôzinho entra em uma espécie de armadura que contém molas. Segurando o R2, você pega impulso (e sente a pressão desse impulso) e depois deve soltar o botão para ser jogado para cima. É nesse momento também que você entenderá melhor a proposta do DualSense.

Astro’s Playroom é bem simples. Além de terminar as fases, há inúmeros colecionáveis espalhados nas fases que remetem à história da PlayStation. Você identificará um monte de easter eggs e referências a diversos jogos que foram importantes para a marca. E, é claro, os próprios consoles também possuem destaque.

Por ser um jogo gratuito e que serve como porta de entrada para o PS5, Astro’s Playroom merece ser jogado e é surpreendentemente muito bom. Não passe batido.

Vale ressaltar que Astro’s Playroom pode ser deletado. A opção aparece na interface. No entanto, não fizemos isso pois, sendo honestos, não sabemos como recuperá-lo depois.

Jogos de PS5

Astro’s Playroom não foi o único jogo especificamente de PS5 que testamos. Também foi possível jogar Marvel’s Spider-Man: Miles Morales e Devil May Cry 5: Special Edition.

O jogo do cabeça de teia teve uma análise publicada hoje em nosso site (Marvel’s Spider-Man: Miles Morales – Review). Apesar do foco ser na versão de PS4, há um parágrafo dedicado ao jogo no PS5.

Devil May Cry 5: Special Edition conferimos apenas o início com Vergil. O vídeo acima mostra um pouco do gameplay. Uma análise completa será divulgada nos próximos dias. Mas DMC5 está muito bonito, sem dúvidas.

Isso nos leva a um ponto importante: o que os jogos de PS5 oferecem no momento e que os de PS4 não. Bom, primeiramente, temos o loading. É realmente espantosa a velocidade com que os jogos de PS5 carregam, graças ao SSD. É praticamente instantâneo as coisas em Miles Morales e também em DMC 5 SE.

Também temos uma resolução (tamanho da imagem) e a taxa de quadros por segundo (fps) maiores. Claro que isso será caso a caso, mas Miles Morales é um ótimo exemplo disso. Com o Ray Tracing ligado, o jogo roda a 4K (a princípio) e 30 fps. Com ele desligado, é possível jogar a 60 fps. A fluidez a 60 fps é bastante surreal.

Honestamente, eu ainda não vi o que o Ray Tracing tem de tão espantoso. Nas imagens, parece algo surreal (veja abaixo a imagem promocional de Marvel’s Spider-Man Remastered), mas in-game foi algo que, sendo franco, não senti tanta diferença. Por enquanto, troco facilmente o Ray Tracing pela fluidez dos 60 fps.

Marvel's Spider-Man Remastered

Retrocompatibilidade com PS4

A retrocompatibilidade vai dar muito o que falar nos próximos dias. Bom, primeiramente, é preciso esclarecer que testamos rapidamente os seguintes jogos: The Witcher 3: Wild Hunt, Bloodborne, Tekken 7, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales e God of War.

The Witcher 3: Wild Hunt, Bloodborne, Tekken 7 e Marvel’s Spider-Man: Miles Morales rodaram de forma muito parecida com o que acontece no PS4 Pro. Não há um aprimoramento no loading, que seria o ponto que mais chama a atenção. O framerate também parece similar ao que temos no PS4 Pro. Não temos as ferramentas específicas para avaliar as taxas de fps precisamente, mas é a impressão que fica.

Dito isso, alguns jogos receberam aprimoramentos via patch, como é o caso de God of War. Se você priorizar a perfomance nos gráficos, conseguirá reproduzir o jogo a 60 fps, o que o deixa muito bonito. No entanto, o loading inicial existe – não é instantâneo como nos jogos específicos de PS5.

Portanto, se você esperava por uma retrocompatibilidade como a da concorrência, lamento dizer que não será. Os jogos ainda rodam como se fosse no PS4, é claro, mas infelizmente não tiram proveito do poder do PS5 (a não ser que as desenvolvedoras forneçam atualizações específicas, como foi o caso do God of War aqui testado e também será de jogos como Days Gone e Ghost of Tsushima).

Outra coisa importante e que você precisa ter em mente: as demos que você colocou em sua conta na época do PS4 não podem ser jogadas no PS5. O jogo da demo aparecerá na sua lista, mas ficará com um símbolo de que não pode nem comprar o conteúdo (veja Final Fantasy VII Remake mais abaixo). Além disso, de todos os 647 jogos que possuo a licença em minha conta principal, apenas um não foi detectado e eu tenho certeza que tenho: Call of Duty: Black Ops III que foi dado na PS Plus.

Jogos em disco de PS4 podem ser usados sem maiores problemas no PS5 com leitor. Simplesmente insira o disco, espere a instalação ocorrer, baixe os patches se necessário e jogue normalmente. Isso também é válido para jogos que possuem dois discos, como Final Fantasy VII Remake e Red Dead Redemption 2.

PS5 Interface

Ainda sobre a retrocompatibilidade: o PS5 considera o jogo de PS4 como se fosse um título comum da plataforma. É identificado claramente que se trata de um game de PS4 e, na interface geral do console, fica uma arte e o som padrão do PS5 (os jogos de PS5, na interface, possuem uma música na maioria dos casos – não é regra – e o mesmo é válido para alguns de PS4). Aliás, logo mais entraremos na interface, mas já adianto que esse lance da música é um ponto negativo: se você tem o costume de deixar o console em standby e quer o som tranquilo da interface, terá que deixar o ícone fora do jogo.

PS5 Interface

No caso de jogos que existem o upgrade PS4 para PS5, como acontece com Marvel’s Spider-Man: Miles Morales, você pode baixar as duas versões e inclusive trocá-las quando bem entender. Porém, é uma funcionalidade meio escondida – os mais desatentos até podem, sem querer, jogar a versão de PS4 sem perceberem. O upgrade, portanto, é como se fosse um cross-buy da época do PS3 e PS Vita, principalmente (só mudaram o nome)

PS5 Interface

Interface do Usuário

Finalmente, a interface. A lógica geral da interface do PS5 segue a que já vimos no PS4, mas um pouco mais limpa e facilitada.

Primeiramente, ao ligar o PS5 pela primeira vez, você precisará criar uma conta do console e atualizar o firmware, caso seja preciso. Depois, é possível sincronizar com sua conta da PSN. Neste caso eu tive um pouco de problema para entender o que estava havendo.

Basicamente, a biblioteca mostrava todos os jogos, porém com cadeados. Eu tive que restaurar a licença de tudo e, no processo, corrompeu o banco de dados do console. Ele sozinho se reiniciou e recriou o banco. Foi ali que eu vi que era isso mesmo o erro, pois alguns jogos tinham sumido o cadeado. Coloquei para restaurar novamente as licenças e foi – meu PS5 estava com todos os meus jogos.

Muitos usuários nos questionam se as contas funcionarão como no PS4 (principal e secundária). Eu ainda não pude testar isso, pois fomos instruídos a utilizar apenas a nossa conta principal até o lançamento oficial do PS5. Dito isso, na próxima semana poderei responder com certeza – mas, a princípio, a lógica das contas é a mesma que vimos no PS4.

Inclusive, depois de ativar a minha conta no PS5 como principal, o meu PS4 continuou fornecendo acesso dos meus jogos às outras contas. Então, ao que tudo indica, a Sony considera o PS5 como outra plataforma (e não como “outro PS4”, mesmo com a retrocompatibilidade). Mas há um ponto importante: esta análise está sendo escrita baseada em um acesso pré-lançamento, então essas coisas podem – ou não – mudar até semana que vem.

PS5 Interface

Depois de você ter configurado toda a sua conta, chega a hora de ver o que o PS5 oferece. À primeira vista, uma decepção: não existem temas no console. Você notará que os aplicativos ocupam a tela inteira e, quando você pressiona para cima, para acessar as abas superiores, não há uma transição como no PS4. Portanto, se um dia existirem temas, eles só ilustrarão poucas telas do usuário.

A interface do PS5 possui uma linha central com os jogos, a PS Store, Explorar (mostra as novidades diretamente da PlayStation) e Galeria de Mídia (onde ficam salvos os itens via o botão Create ou seus troféus conquistados). Na parte superior, há uma aba que leva à seção de Mídia (que será discutida futuramente), uma busca, configurações do console e da sua conta. Ao clicar na conta, além de ajeitar as coisas relacionadas nela, é ali que estarão as informações dos troféus. É um pouco feia a lista deles, pois agora são em cartões.

PS5 Interface

Inclusive, essa ideia de cartões são as tais atividades que você tem acesso in-game. Ao pressionar o botão PS, o jogo sugere o que você pode fazer a seguir, como um desafio – selecionando, você vai direto para ele. É uma função que, pessoalmente, dificilmente farei uso. Mas é interessante e pode ajudar a guiar os menos experientes.

Aliás, o botão PS não possui mais um Menu Rápido como era no PS4 (e no PS3) ao segurá-lo. Ao segurar, inclusive, não acontece nada (apertando uma vez, você abre um menu horizontal com informações básicas, como retornar à interface geral). É uma mania que terei que perder, mas não custava ter criado isso, afinal são muitos anos segurando o botão PS para fechar os aplicativos.

Configurações

Ao acessar as Configurações, você terá as seguintes opções:

  • Guia do usuário, Saúde e segurança e Outras informações: mesmo conteúdo disponível no PS4 e que serve como referência, caso necessário;
  • Acessibilidade: possui opções como remapear os botões, algo que já existia no PS4;

PS5 Interface

  • Rede: configurar a conexão com a internet
  • Usuários e contas: configurar opções relacionadas a isso;
  • Família e controles parentais: similar ao PS4, você pode definir restrições aos seus filhos;
  • Sistema: traz informações gerais, como firmware instalado, fazer backup, HDMI, data e hora, Remote Play, economia de energia (defina o tempo até o PS5 entrar no modo de repouso, quais recursos devem ficar ativos no modo de repouso – como o tempo que as portas USB devem fornecer energia e se mantém conectado à internet – e definir o tempo que os controles devem ser desligados automaticamente;
  • Armazenamento: detalhado na próxima seção;
  • Áudio: configure o microfone, saída de áudio e volume;
  • Tela e vídeo: configure a saída de vídeo, tela e informações relacionadas ao blu-ray e DVD;
  • Acessórios: configure acesórios bluetooth (os controles), o controle de mídia, teclado, mouse ou a câmera;
  • Dados salvos e configurações de jogos/aplicativos: detalhado na próxima seção, mas vale destacar as configurações de jogos – você pode, caso o desenvolvedor faça uso dessa funcionalidade, definir se deseja sempre a dificuldade padrão ou modo gráfico de desempenho ou focado na resolução, etc;

PS5 Interface

  • Notificações: defina quais notificações devem aparecer para você;
  • Capturas e transmissões: detalhado mais abaixo.

Armazenamento e Dados Salvos

PS5 Interface

O PS5 possui um espaço de 667,2 GB. Porém, “Outros” ocupam 38,21 GB como pode notar na imagem acima. Então você terá pouco mais de 600 GB de espaço utilizável. Dependendo do tamanho dos seus jogos, pode ser um espaço pequeno ou grande.

A Sony já disse no passado que existem diferentes maneiras de passar seus jogos de PS4 para o PS5. O vídeo abaixo explica de forma geral os diferentes processos (possui legendas em português). No meu caso, como possuo uma internet rápida, o jeito mais fácil foi hospedar todos os saves na nuvem (os que não estavam, isto é) e baixar os games novamente no novo console.

Os saves de PS4, portanto, podem ser transferidos via USB ou nuvem (PS Plus). No entanto, o PS5 não dá opção (ao menos por enquanto) de transferir o seu save para USB. Somente via nuvem. Veja as imagens abaixo. Novamente, estamos com um PS5 pré-lançamento, portanto isso pode mudar até semana que vem.

PS5 Interface PS5 Interface

Os saves de PS5 podem ser salvos automaticamente na nuvem. Ao selecionar a opção “Sincronizar dados salvos”, você é levado à opção referente a isso.

PS5 Interface

PS5 Interface

Capturas e Transmissões

As capturas são as imagens e vídeos que você pode criar com o botão Criar. Ele funciona exatamente igual ao Share do PS4, porém conta com mais funções.

As imagens capturadas continuam sendo JPG ou PNG, mas o tipo de vídeo, além do MP4, também pode ser salvo em WebM (mais leve, ou “eficiente”, como o PlayStation 5 classifica).

PS5 Interface

Já em relação às transmissões ao vivo, você ainda pode realizá-las via Twitch e YouTube. O Twitter e Spotify também são serviços integrados à sua conta e que, no caso do primeiro, permite compartilhar uma imagem ou vídeo. Por motivos óbvios, não testamos, mas as opções encontram-se no aparelho.

As transmissões ao vivo não podem ser feitas a 4K. O limite máximo da qualidade é 1920×1080 a 60 fps.

PS5 Interface

Os vídeos salvos pelo Create podem ser de até 1 hora de duração, como no PS4. É possível configurar também o que o Create deve fazer ao segurá-lo ou pressioná-lo uma ou duas vezes.

PS5 Interface

Por fim, como já noticiado anteriormente, os troféus da PSN no PS5, quando conquistados, salvam uma imagem e um pequeno vídeo (de 15 ou 30 segundos) antes e depois de pegá-lo. Obviamente, você pode desativar essa funcionalidade.

PS5 Interface

Acessórios

Além do DualSense, o DualShock 4 funciona perfeitamente no PS5. Você pode usá-lo para navegar pela interface e jogar qualquer game de PS4 com ele. Porém, ao entrar em um jogo de PS5, surge uma notificação de que apenas o DualSense pode ser utilizado.

Outro acessório que testamos foi o Astro C40 TR. Infelizmente, o controle não funcionou no console. Pode ser que isso mude com atualizações de firmware, mas no momento o Astro C40 só pode ser usado no PS4 e no PC. Atualização: de acordo com o PlayStation.Blog, o Astro C40 deve funcionar em jogos de PS4. Portanto, é realmente o firmware pré-lançamento que não possui suporte.

Não tenho headsets que utilizem USB, portanto não fiz o teste. Mas o headset conectado ao DualSense funcionou perfeitamente como acontece com o DualShock 4.

Em relação a Teclados e Mouse, não testei um Mouse, mas meu Teclado Wireless da Microsoft funcionou sem maiores problemas.

PS Store e Aplicativos de Mídia

Sabemos que você está curioso para conferir a PS Store. Mais detalhes serão dados em breve sobre a loja do console e toda a seção de mídia do PS5.

Lineup de Lançamento

Na tabela abaixo (via Gematsu), você confere os jogos que estarão disponíveis no lançamento do PlayStation 5. Pode ser que mais sejam confirmados nos próximos dias.

Jogos Físicos (em Disco)

TítuloPublisherUpgrade Gratuito (PS4)
Assassin’s Creed ValhallaUbisoftSim
Call of Duty: Black Ops Cold War (13 de novembro)ActivisionNão
Demon’s SoulsSony Interactive Entertainment
DIRT 5CodemastersSim
Fortnite Last Laugh Bundle (17 de novembro)Epic GamesSim
GodfallGearbox Publishing
ManeaterDeep SilverSim
Marvel’s Spider-Man: Miles MoralesSony Interactive EntertainmentSim
Marvel’s Spider-Man: Miles Morales Ultimate Edition com Marvel’s Spider-Man: RemasteredSony Interactive EntertainmentNão
Mortal Kombat 11 Ultimate (17 de novembro)Warner Bros. Interactive EntertainmentSim
Overcooked! All You Can EatTeam17
Planet Coaster: Console EditionFrontier DevelopmentsSim
Sackboy: A Big AdventureSony Interactive EntertainmentSim


Jogos Digitais / Upgrade

TítuloPublisherUpgrade Gratuito (PS4)
Astro’s Playroom (pré-instalado)Sony Interactive Entertainment
Borderlands 32K GamesSim
Bugsnax (PS Plus)Young HorsesSim
Dead by DaylightBehaviour InteractiveSim
Devil May Cry 5 Special Edition (edição física em 01/12)CapcomNão
FortniteEpic Games
Goonya Fighter: Purupuru Shokkan Edition (Japão)Mutan
King Oddball10tonsSim
No Man’s SkyHello GamesSim
Observer: System ReduxBloober TeamNão
The PathlessAnnapurna InteractiveSim
PlayStation Plus Collection (PS Plus)Sony Interactive Entertainment e Third-Party Publishers
Poker Club (19 de novembro)Ripstone GamesSim
War ThunderGaijin EntertainmentSim
Warhammer: Chaosbane Slayer EditionNaconNão
Watch Dogs: LegionUbisoftSim
WRC 9 FIA World Rally ChampionshipNaconSim

Concluindo…

O PlayStation 5 é um ótimo console. Sem dúvida um dos melhores lançamentos na história da PlayStation.

A retrocompatibilidade, apesar de ter seus poréns, oferece uma biblioteca gigantesca de jogos de um dos melhores consoles que tivemos na história dos videogames. A line-up de lançamento também é bastante sólida.

Há funcionalidades que precisam de ajustes que esperamos que sejam arrumadas via firmwares (atualizações). Da mesma forma, há novidades que levarão um tempo para nos acostumarmos (como o menu rápido e os troféus).

Colocando tudo isso na balança, o PlayStation 5 é um ótimo console, sem dúvida alguma. Mas fica a velha dúvida: vale a pena comprá-lo agora?

Para todos que me perguntavam isso antes de ter o console em mãos, eu respondia: não. O PS4 ainda tem chão e acredito que o console de 2013 ainda tem muito o que oferecer em 2021. Porém, depois de ter jogado o PS5, não consigo me imaginar voltando ao PS4. Vou apenas dizer que o meu velho guerreiro da quarta geração PlayStation encontra-se agora no meu quarto, onde minha esposa o está utilizando para jogar os títulos da série Crash Bandicoot. Enquanto isso, o PS5 ocupou o seu lugar, e já está rodando a pleno vapor muitos jogos nesses últimos dias.

Portanto, sou obrigado a ser sincero e dizer que mudei de opinião. O PS5 vale a pena a compra, com certeza. Principalmente se você não teve um PS4 até hoje.


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