Confira abaixo detalhes de Final Fantasy XV, extraídos de uma entrevista com Tetsuya Nomura:

– Final Fantasy XV é o primeiro FF numerado a ser um action RPG. Desde que a série se tornou 3D, a Square Enix usou maciçamente as cutscenes pré-renderizadas, mas o hardware mudou, assim, o que antes era pré-renderizado, agora pode ser mostrado em tempo real. Deste modo, mesmo em uma cena animada, você poderá controlar o personagem;

– Um exemplo disso é na cena do trailer da E3, onde Noctis está lutando e voando pela cidade e um leviatã está atacando, causando uma onda maciça. Antes, isso tudo seria pré-renderizado, mas desta vez é em tempo real e jogável;
– O conceito é fazer batalhas o mais consistente possível, enquanto faz-se a troca entre as ações. Cada personagem é único e eles trabalham juntos, aproveitando suas habilidades únicas em batalha. Até mesmo essas interações são renderizadas em tempo real, ao invés de pré-renderizadas;
– A cena em que Prompto dá cobertura para Noctis também é em tempo real. Como o jogo agora é de ação, o foco da batalha é dar a sensação de velocidade e fazer o inimigo agir o máximo possível. Inimigos e aliados se movimentam, a situação da batalha muda rapidamente, e tem-se um senso de realismo. Nomura-san acha que é aí que FFXV se diferencia dos jogos anteriores;
– FFXV é similar aos jogos anteriores em se tratando dos números que aparecem na tela, como HP, ou pelo fato que quando um aliado ou inimigo é atacado, o dano aparece em números. Mesmo que agora o foco seja o fluxo da batalha, a equipe manteve esses elementos, senão as pessoas sentiriam que não é um Final Fantasy. Tanto a ação como os números estão presentes, e provavelmente não há outros jogos de ação em que esses dois coexistam;
– A história herdou seu alicerce do mundo de FFXIII e Type 0, e tem raízes na mitologia de Fabula Nova Crystallis. Dito isso, o mundo em si é diferente e inédito. Tem uma pegada mais moderna. A história é simples: é sobre herois que vão recuperar o cristal roubado pelo inimigo, mas entremeada pelas relações entre as personagens para criar um enredo apropriado a Final Fantasy;
– Já que o tema do jogo é "uma fantasia baseada na realidade", o conceito do mundo é similar ao mundo real, mas é um ponto principal de Final Fantasy que a fantasia se desenvolva neste mundo. Perceber o poder deste conceito antes de partirmos para o PS4 foi difícil. Do ponto de vista de um desenvolvedor, o que é mais importante no hardware é a memória. Quanto mais memória, mais o impossível se torna possível;
– Quanto mais dados podem residir na memória, mais se consegue reduzir a frequência de leitura no disco do jogo, e isso torna mundos grandes possíveis. Renderizar muitas coisas em tempo real depende de um grande tamanho de memória. Além disso, já que temos muitos personagens em movimento nas batalhas, e muitas armas diferentes que podem ficar permanentementes carregadas, a afinidade entre FFXV é o PS4 é muito boa;
– Após a apresentação na E3, em que o Behemoth aparece, Nomura-san teve uma conversa com sua equipe. Eles sentiu que a expressão dos personagens estava ótima, mas não tanto a dos monstros, então ele quer se concentrar em melhorar a expressão facial dos monstros, no futuro;
– Nomura-san quer pensar em algum uso para dispositivos móveis, já que o PS4 pode trabalhar com eles, considerando que hoje em dia é difícil sentar em frente a uma TV por muito tempo. Ele quer dar aos jogadores uma maneira de interagir com o mundo de FFXV, mesmo estando fora de casa;
– Ele sabe que o tempo passado desde o anúncio de Versus XIII é considerável, e que a expectativa de todo mundo está alta. A equipe trabalhará muito para atingir essas expectativas.