A última edição da Famitsu trouxe uma entrevista com o diretor Hideaki Itsuno e os produtores Michiteru Okabe e Matthew Walker focada em Devil May Cry 5.

A revista revela que o objetivo com os gráficos do game era alcançar uma qualidade fotorrealista, enquanto mantivesse os 60 quadros por segundo. A equipe não só fez o scan 3D dos personagens, mas também de suas roupas. Graças à RE Engine, é possível obter imagens dessa forma. Em relação às roupas, a equipe criou na vida real para então fazer o scan. Muitos desses scans estão sendo feitos em estúdios fora do Japão. Por exemplo, a maioria dos atores são de Londres e um estúdio ao redor está sendo usado.

Em Devil May Cry 4, para que o jogador tivesse uma resposta imediata, as animações eram canceladas e conectadas como em um jogo de luta. No entanto, como DMC5 busca realismo, não é possível fazer isso. Por exemplo, quando o personagem se vira, se for fazer isso de uma maneira realista, a resposta ao comando será pior. Em Resident Evil 7 isso não era problema, mas em DMC5 e algo essencial. Por causa disso, está sendo um desafio e tanto para a equipe balancear o realismo com uma ação pela qual a série é conhecida.

Considerando que Devil May Cry possui muitos fãs apaixonados, mesmo entre a equipe, não é possível comprometer o resultado. Itsuno menciona que o jogo da Ninja Theory, DmC: Devil May Cry, tinha vários pontos muito bons. Os desenvolvedores estão trabalhando para que DMC5 tenha os melhores elementos de toda a série.

Nero era jovem no game anterior, e agora a equipe quer que ele esteja em um momento que o torne mais forte possível em corpo e mente. Por isso a história acontece alguns anos depois. A Capcom não comentará sobre Dante ainda, assim como o terceiro personagem jogável não pode ser revelado ainda. Se a tatuagem dele possui alguma conexão com a de Nico também é um segredo.

Devil May Cry 5 será lançado no início de 2019. Mais novidades do jogo serão dadas durante a Gamescom em agosto.