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Em entrevista ao The Washington Post, o co-roteirista e diretor Neil Druckmann e a co-roteirista Halley Gross compartilharam um pouco sobre o que foi descartado durante o desenvolvimento de The Last of Us Part II.

Vale ressaltar que tecnicamente esta notícia possui spoilers.


Esther é uma mulher que Joel namorou nos anos entre os dois jogos. Ela deveria ser mencionada em um epílogo para o primeiro jogo, mas essa cena foi cortada. Em The Last of Us Part 2, a Naughty Dog decidiu tentar trazê-la para a história novamente com a cena de flashback em que Tommy ensina Ellie a atirar a longo alcance com um rifle sniper. Esther vive a duas horas de Jackson, então o plano era Joel e Ellie dar uma olhada nela nessa parte do jogo.

A desenvolvedora também planejava uma história completa, onde o par encontraria a casa de Esther invadida por infectados e correria para ver se ela estava bem. Logo depois de chegarem, descobrem que ela foi mordida. Joel percebe o que está prestes a acontecer, então ele pede a Ellie que pegue água do rio próximo. É quando você ouve um tiro e a cena termina.

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“E você não sabe se Esther se matou ou se Joel colocou uma bala na cabeça, mas você sabe que isso iria acontecer”, explicou Halley Gross. “Que dois adultos estavam tomando uma decisão e tentariam proteger Ellie o máximo que pudessem”.

Por fim, porém, a Naughty Dog percebeu que não haveria tempo para introduzir a personagem de Esther antes que ela fosse morta. “Até o final do jogo, tínhamos uma carta de amor de Esther em sua casa”, acrescentou Gross.

A Naughty Dog planejava que os jogadores vissem a ilha Scar antes que tudo fosse queimado. Originalmente, parte da jornada de Ellie por Seattle envolveria mais um dia em que ela naufragaria na costa da ilha e precisaria encontrar uma maneira de sair e voltar ao teatro. No jogo final, apenas visitamos a ilha na seção da história de Abby, que está sendo invadida e destruída.

A ideia era humanizar as cicatrizes, mostrando a todos com suas famílias e entes queridos, cuidando de suas vidas diárias.

“Foi muito legal. Os designers tinham muitos elementos ótimos, mas acabamos descartando porque não mudou a história dela narrativamente. Foi como um gameplay legal, uma configuração legal, fez algo realmente bom em termos de exposição ao inimigo”, revelou Gross.

A cena em que Ellie e Dina se relacionam ao fumar maconha também mudou bastante tarde no desenvolvimento. A Naughty Dog inicialmente queria que essa cena fosse uma espécie de depósito de exposição. O desafio era que os jogadores tivessem acabado de conhecer Dina, mas ela deveria conhecer Ellie há anos.

A desenvolvedora escreveu e filmou um monólogo inteiro, em que Ellie explicaria que ela não sabe o que Dina deseja, ou se ela não está realmente interessada nela (após o beijo), mas cortou assim que os animadores começaram a trabalhar nisso. Uma versão truncada da cena é o que acabou no jogo final, onde as duas compartilham um momento que praticamente passa pelo mesmo ritmo.

“Estamos constantemente usando o conflito e descobrindo maneiras de usá-lo como exposição e conflito para reunir os personagens. E, inicialmente, a cena que escrevemos superou o conflito que existe entre as duas garotas. Ellie ficou muito magoada com o beijo que aconteceu naquele festival e estava preocupada com a posição de Dina. E ficou melodramático, a primeira vez que filmamos essa cena”, explicou Druckmann. “Parecia que precisávamos começar desse lado mais brincalhão e suave”, acrescentou.

Finalmente, a Naughty Dog planejou originalmente que a cena da dança fosse jogável. “Nossos designers criaram esses jogos incríveis, e você pode misturar bebidas e fingir ser um Clicker e perseguir crianças usando o Modo de Escuta”, lembrou Gross.

Tendo em mente em que parte da história essa cena aparece, não fazia sentido que ela fosse jogável, de acordo com Gross, considerando o momento que se segue à conversa de Joel e Ellie na varanda. Poderia ter feito sentido antes quando aquela cena abriu o jogo, mas não mais.

Essa parte do jogo também teria introduzido um novo personagem, Cat, a ex-namorada de Ellie, mencionada brevemente em uma conversa com Dina. Cat é responsável pelas tatuagens de Ellie, é claro, e como Ellie, originalmente deveríamos conversar com ela em nosso caminho para o baile. Cat é descrita como “atrevida”.

“Foi outra coisa que cortamos porque não estava progredindo”, acrescentou. “Foi como, de novo, uma construção muito legal do mundo, mas essa cena de beijo também rondou muito o jogo. Costumávamos abrir a coisa toda sobre Ellie e Joel no baile”.

Paralelo a isso, a Sony divulgou nas redes sociais algumas fotos de alta qualidade da edição de colecionador de The Last of Us Part II. Veja logo abaixo, assim como um unboxing dela.