A QuakeCon 2013 está acontecendo em Dallas (Texas) neste fim de semana. Mas apesar do nome, a série Quake está ausente do evento há bastante tempo.

O site IGN perguntou ao diretor Tim Willits, da id Software, se há algum plano para a franquia. “A marca é criticalmente importante para nós. Eu não sei o que faremos, mas nós não vamos esquecê-la”, comenta.

Já Pete Hines, vice-presidente de marketing da Bethesda, disse que “é uma franquia que nós devemos fazer algum jogo realmente bom em algum momento. Nós não falaremos oficialmente o que a id está fazendo”. Hines disse que Quake “ainda está no nosso radar, mas é algo que os caras da id devem falar a respeito. Tipo, quando, ou como, ou por quem? Eu não sei. Nós veremos. Mas não há como respondermos ‘não, nós nunca faremos um desses’. Tudo tem possibilidade”.

“Por quem” não é estranho de se ouvir. No caso de Wolfenstein: The New Order, não é a id Software que está responsável pelo título, mas sim a MachineGames. Algo similar pode acontecer com Quake e Willits sugere que Rage pode sofrer o mesmo caminho.

“A franquia [Rage] não está morta”, disse Willits. “Mas eu não sei o que faremos com ela”. A desenvolvedora já está bastante ocupada com Doom 4. “Há muitas oportunidades, ou para alguém licenciá-lo”, continua. “Nós sempre mantemos nossos olhos abertos para as desenvolvedoras. Talvez uma desenvolvedora quente apareça, faça algo e nós queremos trabalhar com eles. Não temos ninguém no momento, mas é uma possibilidade”.

Disso tudo, Willits tem certeza apenas de uma coisa: uma nova franquia da id não acontecerá tão cedo, considerando o futuro incerto de Quake, Rage e Doom 4.

Quanto a Doom 4, o desenvolvimento do título continua a todo vapor, porém seu início foi problemático, como noticiamos no passado. “Não era uma coisa ruim”, disse Willits. “Não era como se a arte estivesse ruim ou a programação péssima. Cada jogo tem sua alma. Cada jogo tem seu espírito. Quando você joga Rage, você pega o espírito. E [Doom] não tinha um espírito, não tinha uma alma, não tinha uma personalidade. Tinha um pouco de esquizofrenia, um pouco de crise de identidade. Não tinha a paixão e a alma que um jogo da id tem. Todos sabem a sensação de Doom, mas é muito difícil articulá-la”, lamenta.