Entrevistados pelo site Kotaku, mais de 6 empregados e ex-empregados da Bungie, sob promessa de anonimato, deram maiores detalhes sobre a versão da história cortada de Destiny.

Na versão feita em 2013, a equipe encarregada da história do jogo, liderada pelo roteirista Joe Staten, apresentou para os superiores da Bungie uma versão estendida que explicava maiores detalhes da trama. Infelizmente, essa versão foi cortada por ter sido considerada “linear e exagerada”. O reboot do jogo aconteceu em julho de 2013 e gerou discussões dentro da equipe.

Destiny estava originalmente planejado para março de 2014, mas Harold Ryan, CEO da Bungie, negociou com a Activision para que o prazo se estendesse até setembro daquele ano. Com esse novo prazo, os desenvolvedores priorizaram o gameplay sobre a história e puderam entregar algo aceitável nos padrões de qualidade da empresa, de acordo com a fonte entrevistada.

Muitos elementos foram cortados e misturados para que o jogo tivesse uma consistência diante das decisões do projeto. Parte desse conteúdo foi retrabalhado e apenas os elementos primordiais da história (Traveller, Guardians, Cabal e Vez, por exemplo) foram mantidos da ideia original. Seguem algumas alterações dessa versão para a atual:

  • Os jogadores teriam que caçar o Warmind chamado Rasputin. No jogo atual, o personagem faz pouca coisa e é encontrado em um paiol da Terra ouvindo música clássica. A raça alien Hive capturaria Rasputin e o levaria para a nave Dreadnought. O último terço da campanha se passaria na nave com os jogadores salvando Rasputin.
  • Logo no inicio o jogo teria missões que se passariam em todos os planetas do jogo (Terra, Lua, Marte e Venus). A decisão de cortar essas missões foi tomada para que o jogo ficasse menos linear. Eles ainda trocaram a ordem que os planetas seriam apresentados na história.
  • Na versão original, cada missão da história começaria com um vídeo de um personagem explicando os objetivos em uma cutscene chamada Communique, com duração de 30 a 45 segundos. Ao final da missão, haveria outra cutscene de 3 a 5 minutos.
  • O primeiro DLC, The Dark Below, teve seu reboot poucos meses antes do lançamento, sendo completado em apenas nove semanas.
  • Em outra área de desenvolvimento, The Taken King, que começou a ser produzido no final de 2013 com o codinome Comet, era planejado para ser uma expansão com preço de um jogo completo ($60). Com um novo planeta, Europa; uma nova área na Terra chamada European Dead Zone; e um novo modo chamado Multiple Fireteam Activities, que dariam a chance de múltiplos times de jogarem na mesma partida. Foram cortados em março de 2014 e a história passou a ter como foco a nave a raça Hive e a nave Dreadnought, retiradas do game original.
  • Uma das fontes da matéria também comentou que uma nova área de Marte, completa com Strikes e uma nova Raid foi cortada de The Taken King, mas que eventualmente foi transferida e passada para a High Moon Studios, que está ajudando a Bungie no desenvolvimento da sequência de Destiny, marcada para ano que vem.

Comentando sobre Destiny ter recentemente implementado o sistema de micro-transações, uma das fontes disse que só assim para que os desenvolvedores possam produzir a franquia em um formato anual, não perdendo lucro lançando DLCs entre os games principais.

Notícia traduzida e adaptada por Rodrigo Ribeiro de Oliveira.