"Ia ser o novo Assassin's Creed", disse Patrice Désilets sobre o projeto que estava trabalhando, "1666", em uma entrevista para o site GameReactor.

"O primeiro ano era para construir a equipe, estudar [a era histórica], mas também criar uma nova propriedade intelectual", diz ele. Segundo Désilets, o projeto estava em pré-produção e o design era focado primeiramente nas mecânicas e gameplay.

"Não era fácil porque eu não estava fazendo um carinha pequeno pulando ao redor com espadas, e não estava fazendo um shooter. Eu estava tentando algo diferente, novo, ir além, e a última parte teria sido o enredo, a história daquela Amsterdã", disse.

Sobre o visual do game, Désilets diz que Rembrandt [Harmenszoon van Rijn] ainda estava vivo em 1666 e morreu em 1669. Ele colocou uma de suas pinturas mais famosas, "filósofo meditando", nos documentos de design do projeto.

O projeto tem o nome completo de 1666: Amsterdam. Além disso, Désilets foi o diretor de criação dos dois primeiros Assassin's Creed enquanto trabalhava na Ubisoft Montreal. Ele deixou a companhia em 2010 e foi um dos membros que fundaram a THQ Montreal.

A THQ Montreal foi vendida à Ubisoft quando a THQ faliu e em janeiro deste ano Désilets havia voltado para a Ubisoft. Porém, em maio ele saiu de forma polêmica: Désilets diz que foi despedido e levado para fora do prédio, enquanto que a Ubisoft nega isso. Quanto a "1666", que está nas mãos da Ubisoft, o projeto encontra-se paralisado – e faz sentido, se considerarmos que seria um concorrente direto de Assassin's Creed. Désilets está lutando na justiça para conseguir os direitos do projeto.