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Cyberpunk 2077 poderá ser finalizado de maneira pacífica; imagem causa polêmica com a comunidade LGBTQ+

No ano passado, a CD Projekt RED havia dito que Cyberpunk 2077 não poderia ser finalizado como um pacifista. Ou seja, você seria obrigado a matar em determinados momentos do game.

Devido ao feedback recebido, essa proposta mudou. A desenvolvedora garante que você pode finalizar o título sem matar uma única pessoa. Pawel Sasko, designer líder das quests, disse que isso gerou mais trabalho, mas viu que era possível ser feito. Então no jogo inteiro, seja uma quest principal, paralela ou até andando pelas ruas, você não precisa matar pessoas.

Sasko também comenta sobre as classes, sendo que você pode combinar habilidades delas. Por exemplo, como um cyberrunner, é possível realizar um pulo duplo, alcançar uma região mais alta e hackear – e então explodir a cabeça dos inimigos ou fazê-los se suicidar, por exemplo. Um netrunner não conseguiria fazer isso, pois não alcançaria essa altura.

Paralelo a isso, Cyberpunk 2077 está causando polêmica com a comunidade LGBTQ+. O motivo disso é por conta desta imagem que mostra, em uma propaganda do game, uma pessoa trans (contém material adulto). A polêmica está em torno de como essa pessoa está representada, o que gerou preocupação entre os fãs de como a questão LGBTQ+ será tratada no game.

No passado, a CD Projekt RED fez muitos comentários infelizes sobre assuntos LGBTQ+ em suas redes sociais que acabou inclusive gerando um pedido de desculpas da empresa. Com essa imagem do game de agora, a comunidade está ainda mais irritada e preocupada.

Cyberpunk 2077 será lançado em 16 de abril de 2020 para PS4, Xbox One e PC.

Atualização: em entrevista ao Polygon, Kasia Redesiuk, diretora de arte da CD Projekt RED, disse que “pessoalmente, para mim, essa pessoa é sexy”. “Eu gosto de como essa pessoa se parece. No entanto, a modelo está sendo usada – seu corpo bonito está sendo usado – devido a razões corporativas. Estão sendo mostrados como uma coisa, e essa é a parte terrível disso”, explica Kasia.

“Eu diria que nunca foi criado com a intenção de ofender alguém”, ressalta. Ou seja, a ideia é que as corporações ditam o estilo de vida das pessoas neste futuro distópico. Leia todos os comentários de Kasia na matéria do Polygon.