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As Maiores Decepções de 2019

A cada ano só temos a certeza de que sempre teremos jogos para nos divertir. De certa forma, a promessa de algo empolgante ou que nos atraia é o que move o “hype” dos jogadores hoje em dia. Lógico que vários títulos fazem jus ao que é prometido, como Resident Evil 2, Metro Exodus, Death Stranding e vários outros.

Infelizmente, a decepção de não conseguir alcançar tudo o que é prometido também acontece frequentemente. Nós jogadores temos interesses diferentes, seja por uma Visual Novel que possa se destacar, um novo FPS promissor, aquele RPG medieval diferente ou até por um novo loot-shooter vindo de uma desenvolvedora famosa. De todas as formas, apostar nossas fichas em algo novo é sempre um risco.

Alguns jogos realmente não conseguem chegar naquilo que imaginamos ou que esperássemos que o jogo poderia ser. Na edição 2019 das maiores decepções do ano, vários títulos promissores ficaram pelo caminho na intenção de agradar seu público específico ou se destoar no mercado. Confira abaixo os jogos que não conseguiram sequer ganhar um singelo troféu de bronze pelo PSX Brasil, ou seja, todos aqueles com notas iguais ou inferiores a 64.


DOLLHOUSE – 64

Dollhouse até consegue trazer tensão e medo, porém, há uma narrativa confusa como pano de fundo e um sistema um tanto quanto falho.”


GENESIS ALPHA ONE – 64

Genesis Alpha One tem uma ideia interessante, mas acaba falhando por não as utilizar de modo correto. Gráficos simples, história não interessante e jogabilidade fraca ajudam a deixar o jogo ainda mais entediante, nem mesmo a exploração que deveria ser um dos pontos altos do jogo consegue prender a atenção e vontade do jogador. Genesis Alpha One não é o melhor lugar para começar a sua exploração de jogos em 2019.”


 

MISTOVER – 60

“Apesar de estar longe de ser uma combinação perfeita, com muitas das suas ideias parecendo incompletas, Mistover é uma experiência interessante e divertida, com um conceito básico bastante sólido e que agradará aos jogadores ávidos por desafios.”


 

RAGE 2 – ASCENÇÃO DOS FANTASMAS – 60

“O DLC Ascenção dos Fantasmas oferece uma experiência extremamente similar ao jogo base sem trazer nada que faça o DLC se destacar por sua qualidade. É uma boa recomendação para aqueles que adoraram o jogo base e querem mais conteúdo.”


 

DARKSIDERS III – KEEPERS OF THE VOID – 60

Keepers of the Void não traz nada realmente novo à experiência de Darksiders 3, mas ao menos apresenta alguns bons puzzles – uma característica importante da série. É um produto melhor aproveitado se usufruído durante a jornada principal de Darksiders 3, devido aos novos itens e armas acrescentados ao jogo. A repetitividade deixa a jornada um pouco entediante, contudo, as recompensas podem justificar a insistência e esforço do jogador.”


 

INJECTION π23 – NO NAME, NO NUMBER – 60

“O estúdio espanhol ousou com Injection π23. É muito legal poder jogar algo em uma língua nativa que não o inglês, porém, o conteúdo como um todo deixou muito a desejar. Falhas de renderização, áudio estridente e agudo, monstros sem sentido e um sistema de batalha fraco, são apenas alguns dos defeitos do título. Os sustos, pelo menos, valem a pena.”


 

XENON RACER – 60

Xenon Racer tem boas mecânicas em sua base. No entanto, não as utiliza em todo o seu potencial e, portanto, faz com que esse título seja fraco se comparado com os demais do gênero.”


 

ONE PIECE WORLD SEEKER – 60

One Piece World Seeker é no mínimo ambicioso. Ao tentar produzir um jogo de mundo aberto, a Bandai Namco não parece ter sido disposta a arriscar todo o tempo e dinheiro que um jogo desses precisa para realmente sair completo e apenas fez o mínimo. Entregou um gameplay sólido, mas um mundo aberto vazio e genérico. Fez uma história exclusivamente para o jogo, mas esqueceu de tornar as missões principais cativantes e diversificada o suficiente para prender a atenção do jogador. No final, o jogo parece um produto feito pela metade, com um potencial de ser muito melhor se tivessem dado a Ganbarion mais uns dois anos de desenvolvimento.”


 

SHADOW OF TOMB RAIDER – THE PILLAR – 60

The Pillar apresenta uma tumba interessante e com gráficos muito bonitos. No entanto, o enredo é péssimo e a ausência do cooperativo online é notável.”


 

REDEEMER: ENHANCED EDITION – 59

“Simples demais, com vários problemas de narrativa, história e desenvolvimento de personagens, Redeemer: Enhanced Edition ainda consegue apresentar algo de positivo com um combate divertido, mais complexo, porém pouco explorado. Acaba por pecar demais em uma execução pobre, mesmo tendo potencial para ser melhor.”


 

SUPER MONKEY BALL: BANANA BLITZ HD – 55

Super Monkey Ball: Banana Blitz HD é um jogo com uma proposta simples, porém acaba sendo bastante desafiador nas fases finais. A dificuldade chega a ser frustrante, dependendo do seu “pavio”. Os minigames são interessantes, mas nada que faça você gastar muito tempo neles, mesmo no multiplayer. No fim, Super Monkey Ball: Banana Blitz HD acaba oferecendo pouco conteúdo ao jogador.”


 

POWER RANGERS: BATTLE FOR THE GRID – 55

“Apesar dos problemas com conteúdo limitado em questão de personagens, cenários, modos de jogo e visual abaixo do média, Power Rangers: Battle for the Grid tem um bom gameplay e uma boa base sobre a qual construir o jogo que esteja à altura do que a franquia merece.”


 

SHADOW OF THE TOMB RAIDER – THE PRICE OF SURVIVAL – 55

O Preço da Sobrevivência apresenta um conteúdo de história maior do que os DLCs anteriores, inclusive com puzzles. No entanto, esse conteúdo é fraco. A tumba em questão, apesar do puzzle parecer ser desafiador à primeira vista, também é sem graça, sendo a menor disponibilizada até o momento via DLC.”


 

JUMP FORCE – 55

Jump Force foi um jogo muito aguardado, mas não superou minhas expetativas. Fiquei fascinada com a quantidade de personagens jogáveis, mas eles não têm modelos bem feitos e não demonstram qualquer emoção animada. É frustrante um jogo com tanto potencial ser lançado com tantas oportunidades a melhorar. Sobre a luta, os comandos são fáceis, mas o input lag é considerável e atrapalha o gameplay.”


 

THE BRADWELL CONSPIRACY – 55

The Bradwell Conspiracy tinha o potencial para se tornar um título memorável por conta de sua mecânica extremamente criativa associada ao seu enredo instigante. Infelizmente o resultado final é uma experiência mediana, que poderá render bons frutos se tais ideias forem bem aproveitadas em uma possível sequência.”


 

SUBMERSED – 53

Submersed é um jogo cheio de boas intenções quase sempre mal executadas. Um survivor horror que peca em vários aspectos, desde um visual pouco inspirado, passando por uma narrativa rasa e irrelevante e um sistema de jogabilidade sem sal. Tem uma duração bastante curta, mas suficiente para não se tornar um incômodo, ainda que seja um fator importante para a decisão de compra ou não. Ainda que consiga entreter e, com boa vontade, até dar um ou outro susto, está muito distante de ser memorável.”


 

UTAWARERUMONO ZAN – 50

Utawarerumono ZAN é uma combinação perfeita no papel, mas que sua execução deixou tanto a desejar que deve rapidamente se afogar num dos meses mais cheios de lançamentos do ano.”


 

LABYRINTH OF LIFE – 50

Labyrinth Life é um jogo pela metade: sua jogabilidade é sacrificada para que seu “fanservice” alcance um público específico, porém seu próprio “fanservice” foi comprometido por circunstâncias que fugiam do alcance da publisher.”


 

WOLFENSTEIN: YOUNGBLOOD – 50

Wolfenstein: Youngblood deu uma oportunidade para os desenvolvedores trazerem novos elementos para a série, mas o resultado foi aquém do que esperávamos. Temos esperanças que Wolfenstein 3 nos relembre o que fez essa série tornar-se tão especial.”


 

GENERATION ZERO – 50

“Jogar com amigos e uma singela exploração é o que se tem de mais positivo em Generation Zero. Várias falhas minam a qualidade que o jogo cooperativo de mundo aberto da Avalanche Studios poderia ter. Aproveitar a Suécia da década de 80 é um trabalho difícil de se realizar.”


 

YIIK: A POSTMODERN RPG – 50

YIIK tem uma história interessante e um conceito excepcional, que talvez funcionassem melhor se o jogo fosse idealizado como uma visual novel. Infelizmente como um RPG deixa muito a desejar, uma vez que acaba se perdendo na tentativa de inovar as mecânicas dos consagrados títulos dos quais busca inspiração.”


 

SUPER NEPTUNIA RPG – 45

Super Neptunia RPG é um estranho jogo que, apesar de belo, não utiliza nenhum dos pontos fortes da série em que se baseia. A história e a jogabilidade não fazem nada para se destacarem positivamente e os visuais sozinhos não carregam essa aventura inteira.”


 

DEATH END RE;QUEST – 45

Death end re;Quest é mais um exemplo de conceitos interessantes que acabaram sendo mal aproveitados por causa de uma execução ruim. O jogo demonstra seu verdadeiro potencial em alguns momentos, mas infelizmente, esses momentos são a exceção do que a regra geral.”


WOLFENSTEIN: CYBERPILOT – 40

Wolfenstein: Cyberpilot é, sem dúvida, um título que possuía um potencial gigantesco para brilhar nas plataformas de realidade virtual. Infelizmente, tudo foi destruído pelo seu péssimo game design, ausência de um enredo com personagens cativantes e um gameplay chato e repetitivo. Este é um título que mais parece uma demo do que um jogo completo.”


 

OUR WORLD IS ENDED – 40

“Vazio, genérico e até mesmo ofensivo, Our World is Ended erra, peca e insulta o seu tempo e dinheiro como jogador. Bom, pelo menos ele é bonito.”


 

SWORD AND FAIRY 6 – 35

Sword & Fairy 6 é um jogo com boas ideias e inspirações que poderiam ter resultado em um bom jogo, mas a absurda quantidade de problemas técnicos, notoriamente seu terrível framerate e todo tipo de bug possível, fazem com que o jogo seja muito difícil de se recomendar.”


 

WWE 2K20 – 35

WWE 2K20 é um jogo que, infelizmente, consegue ser inferior a edição do ano passado em quase todos os seus aspectos, dos modelos ruins a problemas estruturais dos modos de jogo e gameplay, sendo quase impossível recomendá-lo até aos fãs mais fervorosos da luta livre.”


 

JAGGED ALLIANCE: RAGE – 35

“Existem poucos pontos positivos para se tirar de Jagged Alliance: Rage e o pouco que o jogo oferece é prejudicado pelos sérios problemas de performance que o jogo possui, tornando-o um jogo que a maioria deve evitar.”


 

NIGHTCRY – 25

“A versão de PlayStation Vita NightCry é, tecnicamente, injogável. Isso é tudo que você precisa saber.”


 

NIPPON MARATHON – 25

Nippon Marathon é um jogo que impressiona pelos motivos errados. De alguma forma, o jogo consegue falhar em todos os seus aspectos, com absolutamente nada dele sendo uma qualidade de verdade.”


 

LONDON DETECTIVE MYSTERIA – 25

London Detective Mysteria é cruel, vil e repugnante na forma em que constrói seus romances ao custo da integridade física e moral da protagonista. Difícil acreditar que a protagonista não termina o jogo extremamente traumatizada e que consiga viver seu final feliz com quem quer que seja.”


 

Esses foram todos os jogos analisados pelo PSX Brasil considerados ruins, incompletos, quebrados ou bem abaixo de todo seu potencial demonstrado. Sabemos que existem outros jogos que poderiam estar enquadrados nesse artigo, mas levamos em conta apenas jogos analisados por nós e que entraram pelo critério de nota já informado.

Entendemos também que alguns título claramente estariam aqui apenas por opinião pública, como Anthem, Ghost Recon: Breakpoint e outros. Deixamos esses como menção honrosa aqui, porém, gostaríamos de saber de você caro leitor, qual seu pior jogo de 2019?