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A História do PlayStation – Parte II-A 6ª Geração

Esta é a segunda parte da série de artigos : "A História do PlayStation". Agora que sabemos como a Sony se saiu em sua primeira aparição na concorrida indústria do videogame, vamos ver como sua segunda investida, o PlayStation 2, se saiu.

A história continua

A 6ª geração começa, e com ela a promessa de consoles mais poderosos e gamers mais exigentes. A Sega, após outra geração de insucessos com o pouco popular Sega Saturn, sai na frente com o lançamento do Sega Dreamcast em 1999. O console foi muito bem aceito em seu lançamento norte americano vendendo cerca de 500.000 unidades no primeiro dia, um recorde de vendas até hoje. Na tentativa de reverter o quadro da geração passada, o Sega Dreamcast possuía kits de desenvolvimento mais simples para facilitar a vida dos programadores, recebendo inclusive um kit da Microsoft que deixava a transição de jogos de PC para o Sega Dreamcast mais fáceis. O precoce lançamento do Dreamcast em relação ao PlayStation 2 foi a tentativa da Sega de garantir um bom mercado antes de sua concorrência. Alguns dizem que o Sega Dreamcast ainda fazia parte da 5ª geração e concorria com o PlayStation e Nintendo 64, mas na verdade ele estava muito a frente disso, sendo realmente considerado um console da 6ª geração.

A diferença de um ano entre o lançamento do Sega Dreamcast e do PS2 deu uma certa vantagem à Sega, mas não o suficiente. Em 2000 é lançado o PlayStation 2, PS2 para os íntimos. A Sony vinha de uma boa campanha na geração anterior graças ao antecessor do PS2, o PlayStation, mas isso não quer dizer que o caminho trilhado foi fácil. O Sega Dreamcast já possuía uma boa biblioteca de jogos, além de uma vasta base instalada, com vários consoles já vendidos, fazendo com que o primeiro ano do PS2 fosse um tanto devagar. Nessa época os dois eram os únicos consoles da 6ª geração e brigavam sozinhos.

No ano do seu lançamento, o PS2 encontrou problemas de distribuição. Todos queriam um PS2, mas não conseguiam comprar um pois se esgotavam rapidamente das lojas. Todos estavam extasiados com o que o PS2 prometia. A capacidade de ler filmes em DVD foi o diferencial no começo da geração, visto que o Dreamcast utilizava GD-Roms, uma espécie de CD-ROM com 1GB de capacidade. Foi no ano de 2001 que o PS2 começou a brilhar. Apesar de ter sido lançado a menos de um ano, a capacidade de rodar jogos do PlayStation (Backward compatibility) e a já crescente biblioteca de títulos fez do PS2 a primeira escolha em consoles da geração, até o lançamento do XBOX.

O XBOX foi a primeira investida da Microsoft no ramo do videogame. Ela prometia o console mais poderoso da geração, utilizando massivamente as facilidades oferecidas pelo DirectX, tecnologia gráfica da própria Microsoft, um HD interno e conexão a internet. Um dos grandes sucessos do XBOX veio no seu lançamento com Halo: Combat Evolved. O jogo vendeu milhões e foi o pioneiro de uma franquia de grande sucesso, sendo sua segunda versão, Halo 2, considerado o game mais vendido do console. Porém, nem tudo eram flores no início da vida do XBOX. Apesar da superioridade de hardware, os desenvolvedores não conseguiam aproveitar ao máximo sua capacidade. Com o maior atrativo sobre o PS2 deixado de lado, a Sony teve o caminho livre. O XBOX chegou ainda a lançar muitos títulos de peso, incluindo Dead or Alive 3 e Project Gothan Racing, mas a lista de jogos exclusivos do PS2 não deu espaço ao XBOX. Com o lançamento da XBOX Live, o console conseguiu um novo sopro de vida, garantindo seu lugar de destaque na geração.

A Nintendo lançou o Nintendo GameCube (NGC), o sucessor do Nintendo 64, no final de 2001 . Sua chegada foi acompanhada de muita expectativa, por ser o último console da geração a ser lançado, além do fato de ser o primeiro console Nintendo a não utilizar como mídia de distribuição o cartucho. Mesmo não utilizando o cartucho, o NGC ainda não compartilhava a mesma mídia de seus principais concorrentes, o DVD, e sim o Mini-DVD. Esta medida, logo de início, colocou o NGC em desvantagem por não permitir a leitura de filmes em DVD nem CDs de música. Apesar de sua limitação, o NGC foi bem aceito pela legião de fãs da Nintendo e teve bons títulos no seu lançamento, como Luigi’s Mansion, Wave Race: Blue Storm e Super Monkey Ball e posteriormente com jogos de peso que muitos jogam até hoje, como Super Smash Bros Melee, a série Metroid Prime, e Mario Kart Double Dash.

Em 2001 , a Sega fez uma declaração que acabou com a alegria de muitos. Ela anunciava que começaria a desenvolver jogos para outros consoles, o que significava oficialmente o abandono do Sega Dreamcast. O console da Sega, apesar de seu inicial bom desempenho, não conseguiu acompanhar de perto seus concorrentes da geração e acabou ficando para trás. Os sucessivos prejuízos da Sega fizeram com que ela abandonasse de vez a indústria de consoles de mesa e se dedicasse mais ao desenvolvimento de jogos. Morre aqui uma estrela.

Após quatro anos de estrada, em 2004, a Sony lança uma nova versão do PS2 (PS2 Slim), substituindo o avantajado console por outro de mesma capacidade, porém com dimensões reduzidas, da mesma forma que fez com o PlayStation e seu irmão menor, o PSone. A Sony não quis ficar atrás de ninguém e o novo console, além de menor, ainda possuía um modem para jogos on-line e expansão para HD, deixando o PS2 no mesmo patamar do XBOX que já vinha com um modem e HD desde sua primeira versão.

Não há dúvidas de que o grande vencedor da 6ª geração foi o PS2, tendo vendido cerca de 140 milhões de consoles. Um console potente e uma vasta biblioteca de sucessos como Metal Gear Solid 2 e 3, God of War I e II, a continuação da série Final Fantasy, Devil May Cry,entre outros, garantiram ao PS2 mais uma geração de sucesso à Sony.

O futuro promete

O sucesso do PS2 deixa a Sony em uma posição delicada. Apesar de ter obtido um console consistente e fãs, ela agora precisa , no mínimo, manter o que já construiu, mas o que os fãs esperam é sempre mais! A 6ª geração acaba e uma nova desponta no horizonte com promessas de muitas novidades a frente.

Com isso, concluímos a segunda parte da série de artigos sobre a história do PlayStation. Aguarde na semana que vem a terceira e última parte da série.