AnálisesPS Vita

Virtua Tennis 4: World Tour Edition

Análise

NOME: Virtua Tennis 4: World Tour Edition
FABRICANTE: SEGA
PLATAFORMA: psvita
GENERO: Esporte
DISTRIBUIDORA: SEGA


LANÇAMENTOS
14/02/2012 14/02/2012 Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Troféus

Multiplayer Online

Espaço necessário para a versão download: 1,23 GB


Virtua Tennis é uma série conhecida pelo apelo arcade. Mas Virtua Tennis 4: World Tour Edition busca meio termo entre esta perspectiva e um foco (mesmo que bastante singelo a primeira vista) em um estilo simulador, ao mesmo tempo que oferece modos e alternativas para os jogadores "on the go". Além disso, serve como porta de entrada da SEGA nas franquias para o novo portátil da Sony e também como uma grande demonstração técnica de que sim, o Vita pode ser encarado como um PS3 de bolso.

 
 
Estão disponíveis vários modos de jogo, desde os comuns Exhibition Matches e Arcade, passando por uma seleção de mini games. Existem também os chamados VT Apps, que oferecem algumas opções utilizando o recurso do Vita com qualidade variada, como o interessante modo que simula uma partida de tênis em First-Person e o desnecessário modo que não passa de uma imitação de Pong. O modo principal de jogo, chamado World Tour oferece recursos o suficiente para manter o jogador entretido durante muito tempo. De forma bem similar à versão do jogo para o PS3 e com uma progressão de dificuldade muitíssimo bem resolvida, o jogador deve com o seu tenista criado participar de eventos e torneios buscando a ascensão nos rankings. 
 
Toda a evolução acontece em um mapa representando países e continentes, dividindo o jogo em blocos, e com o objetivo final de cada bloco sempre sendo o Grand Slam correspondente à região. Então o tudo flui como um grande jogo de tabuleiro, onde o jogador se move de ponto a ponto, utilizando tickets que determinam quantas "casas" devem ser andadas a cada rodada.
 
 
Estes movimentos definem quando o jogador entrará em torneios e participará de partidas, mas também definem quando treinará (em mini games temáticos), quando participará de eventos públicos, quanto de dedicação oferecerá a seus fãs e até quando irá torcer um tornozelo e ficar algumas rodadas fora de ação. Embora pareça simples em um primeiro momento, este modelo é bastante interessante e viciante, além de influenciar diretamente na progressão do jogo. Além de ser necessário ficar de olho na quantidade de rodadas que podemos utilizar antes do próximo grande torneio, a quantidade de passos que o jogador pode dar influencia diretamente nos eventos participados e consequentemente na posição do jogador nos rankings, que é fator primordial para definir a participação em torneios. Ou seja, fora dos jogos de tênis propriamente ditos, a palavra chave é estratégia. Mas tenha sempre em mente que o modo random como a quantidade de passos disponíveis é oferecido pode ser bem frustrante: Não serão poucas as vezes que você deixará de participar de torneios e eventos só porque não tem disponível a quantidade de passos para chegar até eles.
 
 
Nas quadras, a experiência é indistinguível da oferecida pelo irmão maior do PS Vita, à exceção dos controles na tela de toque. Os botões são intuitivos e executam movimentos diferentes de raquete, resultando em ataques diferentes, e que são completamente influenciados pela posição do jogador antes de executá-los. Como não poderia deixar de ser, a Sega também disponibilizou um modo de controle utilizando a tela de toque. Mas a verdade é que além de lento e de um pouco confuso para os movimentos, ainda dificulta os ataques e a forma como o jogador bate na bola. Ou seja, para jogar de verdade com precisão é muito pouco provável que alguém utilize este esquema de jogo.
 
Conforme o jogador executa ações relacionadas ao seu estilo de jogo, uma barra de progresso vai se enchendo e possibilita ao jogador executar um ataque mais forte. Mas não espere bolas de fogo ou algo do tipo: lembra-se do foco também estar voltado para a simulação? Este ataque mais forte nada mais é do que uma atitude do jogador, reflexo da moral mais elevada que, apesar de mais forte e preciso, não oferece nada além de um movimento de câmera especial.
 
 
Virtua Tennis 4: World Tour Edition é definitivamente um dos jogos mais bonitos do PS Vita. As animações são excelentes e fluidas, as arenas são muitíssimo bem detalhadas e os modelos dos jogadores são excelentes. A variedade dos jogadores é apenas razoável, principalmente em se tratando das tenistas, mas todo o resto é digno de nota. Vale ressaltar também a gama de possibilidades na criação de seu jogador, culminando na utilização da câmera frontal do portátil para que seja tirada uma foto que será a sua face no seu jogador virtual.
 
O áudio não oferece nada de especial à exceção de algumas músicas repetitivas nos menus e telas e poucos detalhes nas partidas. O mesmo vale para o multiplayer que se resume à possibilidade de partidas contra outros jogadores e soma de pontos em um ranking online, mas sem nada mais variado ou criativo do que isso. 
 
 
Com gráficos ótimos e um modo carreira decente e durável, Virtua Tennis 4: World Tour Edition merece a recomendação para quase todos os jogadores do portátil da Sony. Some-se a isso a qualidade já conhecida da série na jogabilidade de uma partida de tênis e fica difícil dizer o contrário. Áudio e multiplayer pouco inspirados somados à tosca utilização da tela de toque tiram um pouco do brilho, mas não são capazes de atrapalhar a experiência. O preço um pouco alto pode afastar os interessados, mas as qualidades do pacote somadas às vacas magras da PSN deixam claro que a experiência só deve ser perdida por aqueles que não se interessarem mesmo pelo gênero.
 
80%