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Arcade Edition (Super Street Fighter IV)

Análise

NOME: Não disponivel
FABRICANTE: Não disponivel
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Não disponivel
DISTRIBUIDORA: Não disponivel


LANÇAMENTOS
Não disponivel Não disponivel Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Não disponivel


Nota: Antes de qualquer informação, este texto (e inclusive sua nota) é direcionado apenas para o DLC “Arcade Edition” de Super Street Fighter IV. A avaliação é considerada apenas para o que o DLC adiciona e não como um pacote completo, incluindo o game. Para ler nossa análise do jogo em si, clique aqui.

Nas gerações anteriores, era raro um jogo de luta receber balanceamento constante. O objetivo era colocar mais e mais personagens, adicionar golpes e assim por diante. No fim, o balanceamento surgia naturalmente. Existiam séries anuais que mudavam, como The King of Fighters, mas em contrapartida, Street Fighter II buscava mais adições a cada versão, mudando algumas coisas, mas nada de que afetasse de forma geral o balanceamento dos personagens.

Com “Arcade Edition”, o jogo Street Fighter IV recebe pela quarta vez mudanças em seus personagens (se considerarmos a versão Arcade japonesa como uma versão anterior a dos consoles, apesar de que houve praticamente nenhum balanceamento). Essa é, sem dúvida, a principal razão do DLC existir para os fãs. É óbvio que os quatro novos personagens: Yun, Yang, Oni e Evil Ryu são bem-vindos, mas o que mais faz os fanáticos discutirem sobre o game é o que ele mudou em relação ao “Super”. E todos os personagens sofreram mudanças. Algumas são leves, como a Angry Scar do Sagat ser ativada com chute ao invés de soco, enquanto que outras são bastante drásticas, como retirar o soco forte aéreo à lá Dhalsim de Seth.

Todos personagens receberam mudanças. E descobri-las e colocá-las em jogo é o que faz “Arcade Edition” trazer um “sopro de novidade” para quem fez milhares de lutas nas versões anteriores.

Mas mudanças também são arriscadas. Nunca existirá um balanceamento perfeito. A versão “Super” conseguiu fazer isso, mas é notável que alguns personagens não possuem o mesmo potencial que outros. Com “Arcade Edition”, Yoshinori Ono, produtor dos jogos, admitiu que não buscava um balanceamento perfeito. Com isso, temos os novos Yun e Yang, dois personagens que já eram extremamente fortes em seus jogos originais (Street Fighter III: Third Strike), acima da média da “força” dos personagens de Super Street Fighter IV. Eles são invencíveis? Obviamente que não, é necessário bastante treino para controlá-los de forma adequada, porém, logo à primeira vista, é notável a vantagem que eles possuem: pouco atraso nos movimentos dos golpes, danos altos em praticamente todos os movimentos e assim por diante. Um dos únicos fatores balanceados é a “stamina” (quantidade de golpes que precisam levar para ser nocauteado) dos dois, que é baixa, mas não tão baixa assim.

Em Street Fighter IV tivemos o Sagat que foi “nerfado” (termo usado para dizer que o personagem perdeu números em suas estatísticas) quando a versão Super chegou, por exemplo. É inevitável que Yun e Yang serão “nerfados” na próxima atualização de SSFIV. Próxima? Sim, acredite. Há vários fatos que indicam isso, principalmente a posição estranha de slots dos novos personagens. Portanto, não se surpreenda que em 2012 teremos um novo balanceamento e possivelmente mais dois novos personagens – via DLC, é claro.

E Oni e Evil Ryu? Como eles são baseados em personagens existentes, é possível notar que não são “roubados” por assim dizer. E, apesar de ser desnecessário a adição de mais dois personagens “Shoryuken/Hadouken”, os dois possuem golpes próprios que tornam válida a exploração de suas possibilidades. Oni, por exemplo, possui um golpe que permite um “dash aéreo”, mas ao mesmo tempo seu Hadouken precisa ser carregado para que não tenha a mesma distância de um “Yoga Fire” de Dhalsim. Isso sem contar seu Raging Demon no ar.

“Arcade Edition” foi feito para os fãs que jogam online, campeonatos e com os amigos. Se você é do tipo solitário, o DLC adiciona praticamente nada: apenas o modo “Arcade” (com as animações de abertura e término) para os novos personagens e com Oni e Evil Ryu como chefes sceretos. Não há “Trials” para os personagens, por exemplo.

Entretanto, o modo Online com “Arcade Edition” recebeu novas adições. A primeira delas é que seu ranking é novo (o de “Super” ainda existe) e seus BP e PP ganhos em partidas ranked aparecem em qualquer disputa online durante a luta, junto com o “título” que você escolheu.

O “Replay Channel” foi atualizado também com algumas novidades. Nos rankings online, você pode escolher 5 pessoas que deseja seguir e, sempre que um novo replay for salvo por essa pessoa, você poderá ver. Também é possível filtrar os replays com pessoas que tenham apenas 2000 e 3000 PP. Mas no fim das contas, mesmo com essas adições, é muito mais válido você mesmo ir no YouTube, digitar “Super Street Fighter IV” e mais o personagem (ou a pessoa que joga com aquele personagem) que deseja ver as lutas. Ou ainda, acompanhar algum Stream que acontece de campeonatos na América do Norte, Europa e Japão. Há diversos, como Team Spooky, iPlayWinner e muito mais. Isso faz qualquer função que o Replay Channel possui ser inútil.

“Arcade Edition”, no fim das contas, de relevante, adiciona quatro novos personagens e o novo balanceamento. É possível trocar a qualquer momento nas opções a versão “Super” para a “Arcade” e vice-versa. Os fãs terão algo para discutir por mais um ano, mas as pessoas que apenas buscam diversão descompromissada podem se decepcionar com esse DLC e o que ele oferece.

68%