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End of Zoe (Resident Evil 7 biohazard)

Análise

NOME: Resident Evil 7 biohazard
FABRICANTE: Capcom
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Survival Horror
DISTRIBUIDORA: Capcom


LANÇAMENTOS
05/03/2013 05/03/2013 25/04/2013


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Não disponivel


Resident Evil 7 biohazard apresentou uma história com começo, meio e fim para Ethan (o protagonista), mas deixou em aberto tanto o começo quanto o fim para basicamente todos os outros personagens. A filha dos Bakers, Zoe, teve o início de sua história explicado no DLC Gravação Proibida Vol. 2. O “meio” da história ficamos sabendo pelo jogo base. Agora, com o DLC End of Zoe (Desfecho da Zoe) é explicado qual foi o final de sua jornada.

Sem entrar em detalhes do que acontece no jogo base para não dar spoilers, Zoe Baker está prestes a morrer. A equipe de Chris Redfield está em busca da garota e dois membros a encontram. Porém, seu tio, Joe Baker, acaba achando Zoe e os dois soldados. Joe interpreta a situação de forma errada e tenta salvá-la a todo custo. Em outras palavras, a trama se desenvolve ao redor do fato de Joe procurar por uma cura para Zoe.

A história do DLC prende o jogador, mas seu desfecho é previsível e sem graça. Além disso, o antagonista é algo que não dá para crer. É uma das surpresas do enredo, por isso não posso mencionar, mas é de rolar os olhos quando você descobre.

A trama é compensada pelo gameplay. O DLC, ao contrário dos outros lançados, possui um sistema de save próprio e funciona como uma espécie de mini-campanha. Como dito, você controla Joe, que prefere usar seus próprios punhos do que uma pistola.

Punhos? Pois é, se você achava absurdo Chris Redfield socar inimigos como sacos de batata, espere para ver o tio de Zoe em ação.

Os punhos são ativados apertando L2 ou R2. No caso, L2 é o soco esquerdo e R2 o soco direito. Se você pressionar de forma alternada, gera um sistema de combo: começando com L2, você termina com uma sequência de jabs que dá dano, mas não derruba o oponente. Já com R2 derruba o oponente com o último golpe. No fim, a sequência que começa com R2 vale mais a pena, pois o inimigo caído pode ser pisoteado e morto mais facilmente.

Os punhos são como uma arma para Joe, tanto que ocupam espaço no inventário. Além de seus punhos, Joe usa lanças e minas, sendo que ambas podem ser construídas. As lanças são úteis para eliminar os crocodilos, por exemplo. Ainda sobre os itens, Joe recupera sua vida se alimentando de insetos e outros animais ou misturando esses mesmos bichos com pó químico para gerar um kit de primeiro socorros.

Por fim, Joe encontra em seu caminho uma espécie de boneco voodoo que aumenta a força de seus punhos. Mas o ganho é pequeno – você só sentirá diferença quando tiver coletado um número significativo desses bonecos.

Admito que, ao saber que Joe usaria seus punhos no DLC, imaginei que existiria um foco total no stealth. O jogo realmente o recompensa se você for discreto (é possível eliminar inimigos com um só golpe nesse caso), mas não é obrigatório. O que se torna obrigatório é descobrir da pior maneira possível que um inimigo está escondido em determinado lugar. Você vai morrer porque não viu um mofado num canto escuro e, ao retornar dos mortos, estará preparado para acabar com a sua raça.

E é basicamente isso a campanha. Você segue em busca de uma cura para Zoe, enfrenta vários mofados e suas sub-espécies no caminho e também encara um antagonista misterioso.

Após finalizá-la, itens são oferecidos para a dificuldade que você terminou, assim como a dificuldade Joe Deve Morrer é destravada (seria o modo difícil do DLC). Além de ser mais desafiador, há inimigos em outras posições e é preciso usar fitas cassete para salvar o seu progresso. Os desafios também são oferecidos após terminar o DLC e consistem em uma espécie de corrida contra o tempo: você seleciona a dificuldade que já terminou e a cada trecho da campanha surge um tempo na tela. O objetivo é chegar a um determinado ponto antes que o tempo acabe. É algo banal, mas que aumenta a vida útil do DLC.

O DLC Desfecho da Zoe, portanto, vale para quem quer saber todos os detalhes da história e está aberto a novas mecânicas de gameplay na engine de RE7. Você pode se surpreender. No entanto, é curto (cerca de 1h a 2h no máximo você termina), um pouco absurdo (Joe é um Hulk, praticamente) e o seu preço é elevado (R$ 45,90 é muito caro para o que é oferecido).

Aproveitando a análise, falaremos brevemente também sobre o DLC Not a Hero (Não-herói) que é gratuito. A história dele acontece logo após o fim de RE7 e você controla Chris Redfield na busca por Lucas Baker.

Quando um conteúdo é gratuito, não vejo sentido em analisar (a pessoa só gastará seu tempo e não dinheiro). Por causa disso, serei breve: o DLC vale pelo gameplay (socar com Chris sempre é divertido), mas a história é incrivelmente fraca e sem graça. O final é o mais besta possível e em relação às questões que estavam em aberto, algumas foram respondidas, mas muitas estão no ar ainda. Porém, há alguns tópicos no DLC que podem ser usados para a trama de um RE8. É aguardar para ver.

Veredito

End of Zoe finaliza a história de Resident Evil 7 biohazard nos explicando o que aconteceu com a Zoe Baker através de seu tio, Joe. O personagem possui um gameplay bastante único baseado em seus punhos, o que introduz mecânicas inéditas. A campanha do DLC possui dificuldades variadas, assim como desafios. Apesar de ser caro, você pode acabar se surpreendendo. Jogue sem expectativas.

DLC analisado com código fornecido pela Capcom.

80%