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[PSN] Critter Crunch

Análise

NOME: [PSN] Critter Crunch
FABRICANTE: Player X
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Quebra-cabeça
DISTRIBUIDORA: Capybara Games


LANÇAMENTOS
Não disponivel Não disponivel Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Disponível na PlayStation Store Americana

Nº de Jogadores: 1 (Online: 2)

Definição HD: 1080p

Troféus


Segundo a cotação de dólares para reais de hoje, US$ 6,99 são mais ou menos R$ 12,00. E ao adquirir o recém lançado na PSN Critter Crunch que, embora não seja exatamente novo (teve sua primeira versão lançada em 2007 para o iPhone), você pode ter certeza que será uma das melhores quantias que você já gastou com videogames em sua vida.

 

Eu assumo que nunca fui um grande fã de puzzles por sempre ter achado que este estilo de jogo conta com muito pouca ação e desafio para o meu gosto. Mas o preço relativamente baixo e as opiniões positivas de outras pessoas que jogaram o game me motivaram e puxa, como valeu a pena arriscar e comprar Critter Crunch! O tamanho do download do jogo (420MB) já deixa claro que não se trata de algo tão simplório quanto poderia se esperar tanto pelo preço quanto pela característica irenente a jogos desta categoria.

 

  

Olha a linguarada!

 

Embora em uma análise mais superficial pareça que Critter Crunch é simplesmente mais um daqueles puzzles de encaixar cores e tamanhos como vários outros (Tetris e Bejewelled, por exemplo), logo na primeira fase já se tem a percepção de que a tanto mecânica do quanto os fatores que influenciam a jogabilidade são bem diferentes e um tanto quanto mais complexos.

 

Em uma história contada por um observador de criaturas estranhas, você controla um pequeno ser chamado Biggs que fica na parte de baixo da tela que tem o objetivo de capturar para dentro de sua boca (Crunch) outras criaturinhas (Critter) que vão descendo através de cordas. Biggs possui uma língua enorme que pode alcançar até o topo da tela que é usada para trazer os critters para sua boca. Mas engana-se quem acha que os critters são o alimento de Biggs. Seu alimento na verdade são cristais e pedras preciosas que são lançadas no chão quando os critters explodem. E eles explodem quando se alimentam muito. Portanto, o objetivo de Biggs é cuspir os critters que ele pega e alimentá-los com outros critters menores até que eles explodam e forneçam os seus saborosos cristais. E conforme ele se alimenta, enche uma barra lateral que ao ser completamente cheia encerra a fase. Uma cadeia alimentar bem interessante.

 

 

Explodam para que eu me alimente, malditos critters!

 

Parece estranho no começo, mas é bem fácil e intuitivo. Dois critters pequenos lançados sobre a boca de um médio fazem com que ele coma até explodir. Dois médios cuspidos em um grande tem o mesmo resultado. Cuspir um médio que tinha sido alimentado por apenas um pequeno também faz com que um grande exploda. Adicionalmente existe toda uma lógica relacionada a combos por explodir critters próximos a outros com cores iguais e da mesma espécie, e diversos power-ups e critters com poderes especiais como explosões, por exemplo. Biggs também pode, ao conseguir realizar um combo com a explosão de 8 ou mais critters, alimentar o seu filhotinho (chamado Smalls) com o objetivo de conseguir mais pontos e multiplicadores. E desta forma realiza uma das situações maternas mais emocionantes do mundo dos games: vomita na boca de seu filhote. Mas não é nojento como parece, pois animais fofos e coloridos direcionando um arco-íris que sai de sua boca para sua prole em geral não é muito repugnante.

 

 

Uma das gofadas mais fofas da história!

 

 

Filhinho, quando você crescer vai ter o mesmo hálito do papai!

 

O desafio do jogo progride de forma interessante e vai revelando novas funcionalidades aos poucos, fazendo com que conforme você joga, consegue masterizar as funcionalidades e algumas atividades que eram um pouco mais complicadas no começo se tornem triviais e prazerosas. E da mesma forma novas atividades vão sendo inseridas, mantendo o nível de dificuldade sempre constante, mas sem fazer com que ele seja frustrante.

 

Como se já não bastasse a jogabilidade ser bastante bem resolvida por si só, os gráficos do jogo ainda são outro ponto de enorme destaque. Com belíssimos gráficos cartunizados e muito bem desenhados a mão e com resolução de 1080p, você tem uma das melhores experiências gráficas em 2D já vistas. Tanto os personagens e sua movimentação quanto os cenários, passando pelo mapa da ilha que contém as fases do jogo até chegar às cutscenes (estáticas ou com leve movimento, mas sempre em 2D), tudo é agradável ao olhar e fornecem uma sensação de capricho por parte da equipe de design e de desenvolvimento do jogo.

 

 

Sorria, meu bem! Sorria!

 

Critter Crunch ainda fornece suporte a troféus e a modos online competitivos e co-operativos. Nos modos competitivos você cria uma sala ou procura alguma aberta e, em tela dividida, deve conseguir encher a sua barra de alimentação antes do seu oponente. E as ações e combos que você executa na sua tela podem afetar o oponente, fazendo com que ele fique paralisado por alguns instantes ou que ele fique tonto e a tela toda borrada e desfocada (ao se capturar um critter envenenado, por exemplo). O modo Co-operativo conta com opções de survival e head-to-head. Embora sejam uma excelente adição ao jogo, os modos online contam com certo lag, perceptível principalmente no modo co-operativo. E também é bastante difícil encontrar alguma sala aberta as vezes.

 

 

Só faltava estar escrito ACME naquela bigorna ali…

 

Mesmo tendo uma enorme quantidade de fases e contando com às possibilidades do modo online, Critter Crunch não tende a ser o jogo mais longevo do mundo e pode cansar um pouco os que não são fãs de puzzles após algum tempo. Mas por contar com jogabilidade bem elaborada e fácil de aprender, pelos gráficos soberbos e muito bem acabados, pela adição dos modos online que são em geral bastante interessante e principalmente por custar apenas R$ 12,00 (menos que uma promoção do Big Mac), a compra de Critter Crunch vale muito a pena. Só não vale acreditar que vomitar na boca de seu filhote na vida real pode ser tão fofo quanto é no jogo…

90%