AnálisesPS3

[PSN] Braid

Análise

NOME: [PSN] Braid
FABRICANTE: Number None, Inc. / Hothead Games
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Plataforma / Puzzle
DISTRIBUIDORA: Sony


LANÇAMENTOS
Não disponivel Não disponivel Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Disponível na PlayStation Store Americana

Nº de Jogadores: 1

Definição HD: 720p

Troféus


Braid é um jogo que prova o potencial existente em desenvolvedoras independentes, que possuem uma liberdade muito maior na questão de riscos que podem tomar. Braid seria apenas um jogo qualquer, não fosse sua fascinante mecânica de manipulação temporal e as inúmeras interpretações que o desenrolar de sua história permite.

Através de livros colocados no início de cada mundo, a história de Braid é revelada, com textos normalmente enigmáticos. Você assume o controle de Tim em sua busca pela Princesa, que fora sequestrada por um "terrível monstro". Cada um dos livros adicionam detalhes quanto aos pensamentos de Tim e seu relacionamento com a princesa, e, como dito acima, são vagos o suficiente para permitir que cada jogador tire suas próprias conclusões sobre a história.

A apresentação do jogo é bastante singular, com ambientes vastamente coloridos e belos toques artísticos aos cenários. Porém, o que realmente faz Braid brilhar é a experiência que sua jogabilidade proporciona. Cada um dos seis mundos apresenta uma maneira diferente de manipular o tempo, e descobrir como utilizar essas habilidades para alcançar as peças de quebra-cabeça espalhadas pelo cenário oferece uma sensação de recompensa bastante satisfatória ao jogador.

Os controles são extremamente básicos, precisos e responsivos. Muitas vezes a precisão nos comandos é essencial, e embora você sempre possa voltar o tempo alguns segundos e refazer qualquer coisa que tenha feito errado, algumas vezes certos elementos ao seu redor não serão afetados por essa regressão temporal. É válido ressaltar que, com exceção de um nível (adequadamente entitulado "Irreversible"), todas as peças podem ser alcançadas a qualquer momento sem ter que reiniciar os níveis.

A trilha sonora de Braid é cativante e serve a esse tipo de jogo como uma luva. As excelentes composições seguem o ritmo do jogo, ou seja, retroceder no tempo faz com que a música também sofra essa mudança. Isso é particularmente notável no último nível, mas não vou aqui revelar o por quê.

O jogo peca em alguns pontos, é verdade, como sua curta duração ou até mesmo a falta de explicações mais detalhadas de como os elementos temporais funcionam, mas conforme você avança pelos níveis, começa a entender a simples lógica escondida por trás do que a primeira vista possa parecer impossível. Jogadores mais atentos também vão encontrar diversas referências a outros jogos em alguns pontos de Braid.

Além das 72 peças de quebra-cabeça, que são indispensáveis para a conclusão do jogo, jogadores interessados terão alguns motivos para repetir a dose. Existem oito estrelas secretas espalhadas pelo jogo, encontrá-las por si só é praticamente impossível (se você conseguiu, parabéns!), e, mesmo sabendo suas localizações, alcançá-las é um desafio completamente diferente. Um dos troféus do jogo também exige que o jogo seja terminado em menos de 45 minutos, o que requer extrema familiaridade com as mecânicas temporais e execução impecável dos níveis.

A grande diferença entre gostos e estilos dentro da comunidade gamer pode fazer com que que muitos jogadores passem longe deste jogo por causa do estilo gráfico ou a jogabilidade 2D. Jogadores assim estarão se privando da engenhosidade de Braid. Esse é um jogo onde chegar ao fim não é importante, o que vale e realmente pesa aqui é a progressão; a resolução dos desafios.

86%