AnálisesPS4

Análise – Mothergunship

O jogo perfeito para quem não sabe escolher sua arma principal...

Análise

NOME: Mothergunship
FABRICANTE: Terrible Posture Games
PLATAFORMA: ps4
GENERO: First Person Shooter
DISTRIBUIDORA: Grip Digital


LANÇAMENTOS
17/07/2018 17/07/2018 Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: 1080p
Nº de Jogadores: 1
Troféus (inclusive Platina)
Espaço necessário: 3.13 GB
Legendas em PT-BR: Não
Dublagem em PT-BR: Não


FPS certamente é um dos gêneros que mais se consagraram com a chegada da era 3D. Com ela, vimos o nascimento de franquias que há vários anos atraem legiões de fãs, como Call of Duty ou Battlefield. Tamanho feito não seria possível sem a criação de Wolfenstein, Doom ou Quake que, além de serem pioneiros do gênero, inspiraram centenas de outros jogos que tentaram espelhar o seu sucesso até hoje. Mothergunship é um deles, que acaba saindo da curva  com louvor ao implementar mecânicas novas e interessantes.

Feito pela Terrible Posture Games, Mothergunship é um jogo FPS 3D que, além de se inspirar fortemente nos títulos previamente mencionados, serve como um sucessor espiritual de Tower of Guns, título anterior da desenvolvedora lançado para PlayStation 3 e 4. Aqui, controlamos um soldado sem nome pertencente à última facção terrestre, que tem como principal objetivo combater a invasão de gigantescas naves alienígenas controladas por uma poderosa inteligência artificial: a Mothergunship.

Diferente de sua fonte de inspiração, a narrativa busca incessantemente o humor e, apesar de possuir curta duração e não ser tão original, serve apenas como uma justificativa para tudo que é visto no game. Entretanto, o enredo consegue se manter interessante e divertido ao longo de todo o game e tal mérito é por conta dos personagens secundários, que tecem diversos comentários hilários frequentemente e são a principal fonte de informação à respeito da história. Infelizmente, tais personagens só aparecem em tela nos breves diálogos que são feitos por meio de pequenas caixas de texto. com excelentes atuações de vozes no fundo.

Uma vez dentro do jogo, somos apresentados a seus comandos, que funcionam exatamente como em Quake ou Doom, e te permitem mover-se em alta velocidade com um simples toque no controle analógico. Isso, somado à possibilidade de dar um salto triplo, confere uma agilidade absurda nas mãos do jogador. Na tela é possível visualizar a barra de vida, que só pode ser recuperada com itens encontrados pelo cenário ou derrubados de inimigos, e duas barras de energia, que se preenchem automaticamente depois de alguns segundos e são consumidas conforme atiramos com algum armamento.

Um dos pontos mais atrativos e criativos vistos em Mothergunship é sua mecânica de criação de armas que, apesar de não ser algo inédito, supera tudo que foi visto até então em outros títulos, como Fallout 4 e Dead Space 3. Podemos carregar simultaneamente duas armas em cada mão do personagem e melhorá-las com uma infinidade de peças, que podem ser compradas em lojas espalhadas pelas missões do jogo.

O nível de customização é tão absurdo que em uma de minhas missões eu construí uma única arma capaz de atirar de uma só vez 3 tipos diferentes de lasers, 15 tiros de shotgun, 3 mísseis, diversos tiros de metralhadora, além de um lança chamas e serra elétrica inclusos para eliminar os inimigos mais audaciosos. E esta era apenas a arma que eu carregava com minha mão direita! Todo o processo de construção da arma é relativamente simples e certamente consumirá vários minutos durante as missões daqueles que almejam construir o instrumento mais letal possível.

Cada missão se passa dentro de uma das centenas de naves que compõem a frota da Mothergunship e seu objetivo dentro de cada uma delas é avançar por diversas salas geradas de forma aleatória e recheadas de inimigos, em busca do botão de auto-destruição da nave. Existem salas especiais, que oferecem recompensas caso seja cumprido um certo desafio, como eliminar um número X de inimigos dentro de certo período de tempo, por exemplo. O nível de dificuldade, por sua vez, aumenta entre cada sala e isso pode variar ainda mais dependendo da capacidade do jogador em lidar com os diferentes grupos de máquinas que aparecem.

Como os cenários são repletos de inimigos, é indispensável que o jogador abuse de sua elevada mobilidade, pois o game acaba se transformando em um verdadeiro bullethell durante os combates, com dezenas de projéteis inundando a tela ao mesmo tempo. Não existe uma boa gama de inimigos e chefes no jogo, porém, cada um exige um tipo adequado de abordagem para que seja eliminado. Por conta disso, com o passar do tempo a experiência pode vir a se tornar repetitiva ou enjoativa, conforme mais horas são investidas no jogo.

Ao fim de cada missão, recebemos pontos de experiência e dinheiro, além das peças de construção de armas que coletamos, e somos enviados direto para a base espacial. Além de funcionar como um hub de seleção de missões principais ou secundárias, este é o local no qual podemos fazer melhorias no traje de combate,  testar diferentes combinações de armas contra hologramas e comprar novos equipamentos. Existe ainda o modo endless, no qual somos jogados em uma nave com salas infinitas para testar até onde podemos chegar.

Graficamente, o jogo não é tão impressionante, no entanto, a ambientação e o level design foram muito bem planejados. Os cenários contrastam em cores e tamanhos, ora causando claustrofobia, ora demonstrando a insignificância do jogador naqueles locais. Apesar de possuir uma seleção vasta de ambientes, ainda existe a possibilidade de vê-los mais de uma vez ao longo da campanha. A composição de iluminação e efeitos visuais são belos e psicodélicos e, em determinados momentos, chegam a incomodar a visão, mas ainda assim merecem elogios.

Talvez o maior defeito de Mothergunship esteja em sua trilha sonora, que além de ter uma escassa seleção de músicas, não possui o impacto necessário para os diversos momentos de adrenalina que o jogo oferece, o que acaba colaborando para que o jogo se torne repetitivo mais rapidamente.

Em termos de desempenho, o jogo raramente apresenta travamentos ou bugs que comprometam o progresso, porém alguns de seus troféus não podem ser obtidos (pelo menos no momento em que esta análise está sendo escrita) devido a um glitch que impede que certas estatísticas, necessárias para se desbloquear alguns troféus, sejam salvas corretamente.

Uma última observação que precisa ser feita é com base no conteúdo adicional que a desenvolvedora promete implementar nos próximos meses. Já existem avisos dentro do próprio game de que um modo cooperativo online para até dois jogadores será adicionado via atualização em breve, o que certamente agregará mais diversão e fator replay ao jogo.

Além disso, a Grip Digital, co-produtora e distribuidora, promete a adição de novas missões que expandirão a história apresentada no modo campanha, bem como novas partes para customização de armas, inimigos e modos de jogo. Por conta disso, a depender da data em que você está lendo esta análise, o jogo poderá ter diversas novas funções que não foram mencionadas aqui.

Veredito

Com uma jogabilidade excelente e viciante e uma combinação inusitada de várias mecânicas criativas, Mothergunship não só presta uma excelente homenagem a títulos que ajudaram a consagrar o FPS no universo gamer, como Doom, Quake e Wolfenstein, como também se torna um dos jogos indispensáveis no PlayStation 4 para quem cresceu jogando estas franquias.

Jogo analisado com código fornecido pela Grip Digital.

87%

1 comentário

  • o jogo passou muito batido, mas a análise me fez enxergar o jogo com outros olhos, numa promoção posso pega-lo, parabéns pela análise.

Deixe uma resposta