AnálisesPS3

Marvel vs Capcom 3: Fate of Two Worlds

Análise

NOME: Marvel vs Capcom 3: Fate of Two Worlds
FABRICANTE: Capcom
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Luta
DISTRIBUIDORA: Capcom


LANÇAMENTOS
18/02/2011 18/02/2011 17/02/2011


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Definição HD: 720p

Downloadable Content (DLC)

Multiplayer: 2 (offline) - 2-8 (online lobby)

Troféus

Headset

Arcade Stick

Espaço Necessário para Instalação: 1,5GB (obrigatório)


Marvel vs Capcom 3 é uma sequência que fãs de todo o mundo pedem há uma década. É praticamente a mesma proporção da chegada de Street Fighter IV e, para pegar um exemplo diferente, um Capcom vs SNK 3 que ainda é pedido todo dia para a Capcom. Dado esse fato, o jogo possui uma responsabilidade enorme em agradar todas as pessoas que pediram essa sequência nesses últimos 10 anos e também atrair novos jogadores que jamais jogaram a franquia.

É uma tarefa complicada, mas Marvel vs Capcom 3 conseguiu isso. O jogo possui alguns problemas básicos, mas o pacote completo agradará os fãs exigentes.

Antes de mais nada, Marvel vs Capcom 3 é um jogo de luta focado em disputas entre jogadores. Não há um modo história. O máximo que existe é um modo Arcade com uma breve história de cada personagem apresentada no fim do game (bem pobres por sinal). Outro elemento de single-player são as missões. Quem jogou Street Fighter IV, sabe do que se trata. São combos que precisam ser executados exatamente como são pedidos. É, provavelmente, o aspecto mais trabalhoso do jogo.

Há um Training Mode lotado de opções interessantes, inclusive um simulador de lag bastante preciso. Há bastante variedade aqui para quem gosta de treinar suas habilidades nesse modo.

Exceto isso que foi mencionado, o aspecto single-player é zero. Há diversos destraváveis na galeria, mas tudo isso é aberto com os modos mencionados. O espírito do game é o multiplayer – online e offline, e é aqui que a magia “it’s mahvel baby” acontece.

O modo online é complicado. Se sua internet for boa, não terá problemas. Porém, com um pouco de lag, ao contrário dos outros jogos de luta, MvC3 ficará comprometido, pois o game é extremamente rápido com várias coisas acontecendo na tela. O online também possui apenas o básico: um modo ranked, um para jogar com amigos e uma leaderboards com variantes (mais vitórias, vitórias seguidas, pontuação no Arcade e título – esse último, dependendo da sua perfomance, você vai evoluindo seu título de amador para “lord” ou “ranger”, etc).

O pior do modo online, sem dúvida, é que no lobby com seus amigos você não pode ver a luta de seus amigos acontecendo. Você apenas vê a barra de vidas dos personagens e elas desaparecendo. É compreensível que muita informação teria que ser dividida entre os 8 jogadores do lobby, mas é triste de qualquer forma.

Outro ponto interessante do online é o “License Card”. Todo jogador tem o seu e pode acessar a qualquer instante. Nele é possível ver quais personagens você usou mais em todos os modos do jogo, qual seu estilo de jogar (mais na defesa, no ataque ou meio termo) e muito mais. Você pode ver os cards de todos os seus amigos para comparar tais informações.

Porém, esse card pega informação o tempo todo. Portanto, toda vez que você retorna ao menu principal aparece uma mensagem de atualização. Isso enche o saco, na falta de uma expressão melhor. Deveria existir uma opção de desativar tal atualização automática e torná-la manual, mas não há.

Basicamente, é isso que compõe Marvel vs Capcom 3. O sistema do jogo continua o mesmo de Marvel vs Capcom 2: New Age of Heroes, ou seja, batalhas de times 3 contra 3. Há seis botões de ataque: três classificados como fraco, médio e forte (sem distinção de soco e chute) e um chamado “special attack”, além do parceiro 1 e parceiro 2. O “special attack” possui duas funções distintas. No chão, ele funciona como “launcher”, ou seja, joga seu adversário para o ar para continuar o combo no ar. Isso, inclusive, foi algo que facilitou bastante em comparação aos outros crossovers da Capcom. Para continuar o combo, basta pular depois de usar o botão. Já a outra função do special é continuar o combo aéreo com outro personagem. Quando se está atacando no combo aéreo, pressione o special attack e o parceiro de seu time continuará o combo, podendo ainda chamar o terceiro parceiro se pressionar o botão mais uma vez. Toda uma mecânica existe por trás disso – o oponente pode revidar essa estratégia se apertar special attack também e a direção exatamente oposta que o atacante usou. Por exemplo: apertou diagonal para baixo + special attack, o adversário vai para o chão e o combo continua com o outro personagem. Se o adversário apertar special attack e também diagonal para baixo, ele conseguirá parar o combo.

Cada personagem possui suas próprias habilidades, golpes especiais e, é claro, Hyper Combos, característica dos crossovers da Capcom: especiais que ocupam praticamente toda a tela de tão exagerados. Outras técnicas avançadas incluem o snapback (forçar trocar o personagem do adversário), assist (chamar seu parceiro para desferir um golpe que você configurou) e, obviamente, trocar de parceiro. Isso, aliás, foi algo piorado. Nos outros jogos, o botão de assist era independente de trocar de personagem. Agora, é o mesmo botão. Se você apenas apertar, o assist será chamado. Se segurar, a troca acontece. No momento de tensão, se a troca era desejada e o assist for ativado, pode comprometer uma luta inteira, por exemplo.

O cast do jogo inclui vários personagens favoritos dos dois lados, como Ryu e Zero pela Capcom e Spider-Man e Iron Man pela Marvel. Há, inclusive, escolhas que ninguém esperava para esse jogo, como Amaterasu, Arthur, She-Hulk e MODOK. Além disso, vale ressaltar o cuidado que os produtores tiveram com a interação entre os personagens: na troca, seja no meio do combo aéreo ou no chão, o personagem fala o nome do parceiro que está chegando. Na intro de cada batalha e na tela de vitória, há frases específicas em diversos casos, como Wolverine falar Jean para a Phoenix, Chris mencionar que achou Wesker e muito mais. Isso sem contar que cada personagem tem seu tema musical próprio.

O trailer abaixo mostra todos os personagens.

Infelizmente, nessa era de conteúdos adicionais para download (DLC) anunciados antes do lançamento do título, teremos também personagens para Marvel vs Capcom 3. Os primeiros serão Jill e Shuma-Gorath no dia 15 de março. Não se tem notícia dos próximos, mas o código-fonte do game indica Frank West e Dr. Octopus. Além disso, uma enquete não-oficial foi feita no fórum da Capcom, que, se for levada a sério pela empresa, teremos Strider, Phoenix Wright, Venom e Cyclops em breve, por exemplo. Além de personagens, existirão novas roupas para todos os personagens e um novo modo chamado “Shadow Mode”, o qual, pasme, será gratuito e estará disponível no dia 1º de março. Esse modo será uma batalha contra inteligências artificiais que simulam os produtores e testers da Capcom. Ao menos isso expandirá ainda mais o single-player criticado nesta análise.

Marvel vs Capcom 3: Fate of Two Worlds é um excelente game. O seu single-player é um tanto quanto fraco, porém o multiplayer é vasto e agradará tanto pessoas que não são boas em jogo de luta, pois o game está fácil de ser jogado, quanto pessoas com habilidade em tais jogos, pois há muito a ser explorado nos personagens.

90%