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Episódio 6 – Hokkaido (Hitman)

Análise

NOME: Não disponivel
FABRICANTE: Não disponivel
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Não disponivel
DISTRIBUIDORA: Não disponivel

LANÇAMENTOS
Não disponivel Não disponivel Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Não disponivel


Após cruzar meio globo no encalço de um provável traidor diretamente envolvido com a ICA, o Agente 47 termina sua viagem ao redor do planeta de volta ao oriente, desembarcando em Hokkaido, uma das ilhas do arquipélago japonês.

Os alvos são ao todo dois e estão ambos instalados em um hospital particular localizado no alto de uma cadeia de montanhas nevadas. Mesmo hospedado como paciente no resort, a infiltração do Agente 47 é grandemente dificultada pelo bloqueio da muitas das portas do hospital. Quem controla tudo é uma inteligência artificial chamada KAI, clara alusão a HAL 9000, de 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968).

E é nesses momentos de infiltração, buscando uma brecha na segurança, que se percebe mais uma vez o quão detalhado é o level design em Hitman. Nada está ali à toa, apenas para enfeitar o ambiente. Tudo pode ser utilizado em prol do jogador. A atmosfera criada pela IO Interactive é realçada por toda a ambientação, pela música tipicamente japonesa e por funcionários do hospital que, quando não estão falando japonês, usam um inglês com um carregado sotaque nipônico.

Outro destaque fica por conta das mortes ocasionadas por acidentes. Aproveitar momentos relaxantes como uma aula de yoga ou uma sessão de sauna, ou ainda, usar a mesa de cirurgia contra o paciente, podem garantir o anonimato do Agente 47, saindo de maneira incógnita, sem deixar nenhum rastro.

Por outro lado, o jogo agrada também aqueles mais sedentos por sangue. Vestir-se de ninja e esquartejar tudo que se move com uma katana é simplesmente impagável. Se infiltrar na cozinha também é sempre útil, pois além de inúmeras facas, que oferecem uma morte mais próxima e cruel, temos também a possibilidade de envenenar a comida, garantindo distância suficiente para fugir sem ser visto.

De início, parecia que a estratégia de dividir o jogo em episódios não seria benéfica a Hitman. O jogo claramente tinha problemas de performance, além da falta de conteúdo, indicando que tal prática fora adotada por motivos de o jogo não estar pronto para ser lançado. Porém, ao longo da temporada tivemos vários eventos com alvos elusivos, com apenas uma chance para concluir o objetivo. Além disso, também foram adicionados contratos de agravamento, nos quais, a cada nível jogado, há um objetivo a mais a ser cumprido, aumentando gradativamente a dificuldade. E, por fim, os problemas de performance foram solucionados com patches de correção, diminuindo os tempos de loading, deixando o framerate mais estável, além de eliminar os incômodos problemas de conexão que o jogo tinha no lançamento do primeiro episódio.

Pois bem, alguns meses mais tarde e seis episódios depois, é seguro afirmar que a decisão de dividir Hitman em episódios foi correta e benéfica ao jogo, pois, como dito acima, conteúdo não faltou e os problemas de desempenho iniciais foram sanados.

Quanto à história, ela certamente nunca foi o ponto central dos jogos da série. O gameplay e o level design sempre foram seus maiores atrativos. Entretanto, apesar de não ter um desenvolvimento grandioso, a história consegue se manter de pé, garantindo ao menos um pano de fundo para as missões do Agente 47 ao redor do mundo. Em alguns dos episódios há até cliffhangers, deixando um clima de tensão e ansiedade no ar.

Para os donos de PlayStation 4 há ainda um fator a mais, que são as missões “Os Seis de Saraievo”. Por mais que não adicionem uma grande quantidade de conteúdo ao jogo, e por isso mesmo não necessariamente justificariam sua compra para a plataforma da Sony, são contratos divertidos de serem jogados. E de qualquer forma, criam uma história paralela, que mesmo sendo ainda mais simplória do que a narrativa principal, rendem mais algumas horas de jogatina.


 

Veredito

A primeira temporada de Hitman chega ao fim em grande estilo, naquela que é talvez uma de suas melhores missões. A atmosfera altamente imersiva é um dos grandes destaques, ao lado do gameplay fluído e das mortes insanamente arquitetadas pelo Agente 47, marcas registradas da série. Ao longo da temporada, patches de correção melhoraram o desempenho do jogo e eventos extras de assassinatos garantiram sobrevida entre um episódio e outro, fazendo de Hitman um dos grandes jogos de 2016.

Jogo analisado com código fornecido pela Square Enix.

90%