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Episode Ignis (Final Fantasy XV)

Análise

NOME: Final Fantasy XV
FABRICANTE: Square Enix
PLATAFORMA: ps4
GENERO: RPG
DISTRIBUIDORA: Square Enix


LANÇAMENTOS
13/12/2017 13/12/2017 13/12/2017


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Não disponivel


Final Fantasy XV até hoje é oito ou oitenta: tem quem ame, tem quem odeie. Porém, uma coisa é certa: os DLCs lançados até agora deixaram a desejar. O de Gladiolus foi completamente sem graça e o de Prompto, apesar de ser melhor e ter mecânicas interessantes, não foi um DLC de tirar o chapéu.

Finalmente, chegamos no último DLC previsto: o de Ignis (a nossa análise do multiplayer sairá num futuro próximo).

O DLC acontece quando Ignis se separa de seus amigos em Altissia. Sem entrar em muitos detalhes (para não dar spoilers do jogo base), Noctis encontra-se vulnerável após uma batalha épica e Ignis fará de tudo para protegê-lo.

Logo no início, somos apresentados ao gameplay de Ignis. Os comandos de ataque são similares ao de Noctis, porém, via D-Pad podemos trocar o dano elemental, sendo que cada um gera um efeito diferente (fogo tem menor alcance, mas é mais eficaz no dano, enquanto que gelo é o oposto disso, por exemplo). O restante continua igual ao jogo base, com quadrado defendendo e X pulando.

Mas a principal novidade é uma espécie de gancho com corda que Ignis obtém de um dos inimigos. Ele usa isso para se locomover rapidamente por cima das casas de Altissia.

Ainda em Altissia, e somente no começo, Ignis participa de uma espécie de defesa de base. Você sobe em um prédio e visualiza quais áreas estão com presença inimiga. Se estiver vermelha, você deve ir lá e derrotá-los. É algo variado e interessante, mas que não faz a história progredir e não há nenhum inimigo que você já não tenha visto antes. De qualquer forma, logo em seguida Ignis encontra Ravus e os dois acabam se unindo por interesses em comuns (ele se torna o seu parceiro na DLC, da mesma forma que Aranea e Coru nas outras). A DLC avança até, finalmente, chegarmos a Noctis e Ardyn.

Não vou mencionar o que acontece a partir desse ponto, mas é preciso esclarecer que é aqui que ocorre os dois finais distintos. Na primeira vez que você jogar, só existe uma opção: você ser contra o convite de Ardyn e a história acaba seguindo o que aconteceu no jogo base (se você jogou, sabe o que aconteceu com Ignis). Após finalizar a história (que é curta, cerca de 1h a 1h30 no máximo), surge uma opção no menu principal de você visualizar uma segunda possibilidade de final, ou seja, aceitar o convite de Ardyn.

Aceitando, acontece uma história não-canônica que menciona muitas coisas do jogo base que ficaram em aberto, caso o jogador ainda não saiba (não há nada novo, porém tudo é esclarecido mais uma vez e sem deixar aberto a interpretações).

Essa história paralela é algo bem interessante e algo que ninguém esperava para este DLC, o que apenas ressalta o capricho que tiveram com ele.

Além das duas histórias, o DLC apresenta um combate de Ignis contra Noctis, similar ao que temos nos outros episódios, como Prompto contra Aranea. Mas acredite, o combate com Noctis é absurdamente difícil. Mesmo cheio de recursos, a batalha fica intensa quando Noctis está com cerca de 1/4 de vida. É, facilmente, um dos combates mais difíceis de todo o jogo (tanto que vencê-lo é um troféu de ouro da PSN).

Por fim, vale destacar a trilha sonora composta por Yasunori Mitsuda (de Chrono Trigger e Xenogears). A qualidade é facilmente notada. E, é claro, o DLC encontra-se muito bem localizado para o português do Brasil, da mesma forma que o jogo base.

Considerando o baixo preço para um DLC (R$ 15,50 no lançamento), o conteúdo oferecido reflete seu preço.

Veredito

Episódio do Ignis é o melhor DLC dos três amigos de Noctis. Apresenta uma trilha sonora excelente, um gameplay com mecânicas inéditas e funcionais, uma história interessante e até um final alternativo. Os pontos negativos são a duração e basicamente não ter nenhum inimigo inédito.

DLC analisado com código fornecido pela Square Enix.

85%