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Curse of Osiris (Destiny 2)

Análise

NOME: Não disponivel
FABRICANTE: Não disponivel
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Não disponivel
DISTRIBUIDORA: Não disponivel


LANÇAMENTOS
Não disponivel Não disponivel Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Não disponivel


A Maldição de Osíris é a primeira expansão paga a chegar a Destiny 2, marcando o primeiro passo de várias adições e, principalmente, mudanças necessárias ao shooter da Bungie, que desesperadamente são aguardadas, principalmente pelos jogadores mais assíduos.

A história da primeira expansão é focada do guardião Osíris, o arcano que havia sido expulso da Vanguarda tempos atrás e que, após se manter recluso em Mercúrio, se dedicou a estudar os principais inimigos do Viajante. Após descobrir segredos obscuros sobre os Vex e sua intenção de alterar o tempo para conseguir destruir toda a existência, Osíris despacha sua fantasma Sagira, para que procure ajuda junto a sua antiga aluna Ikora e os demais guardiões da Vanguarda.

Toda a campanha da DLC foca no seu guardião procurando por Osíris e um jeito de destruir a mente Vex, Panoptes. Seguindo a mesma estrutura de missões da campanha principal, não há muita novidade além do que já é conhecido. Uma boa melhora é a junção dos assaltos às missões da história, dando uma evolução mais homogênea no decorrer da trama. Outra inovação é a inclusão da floresta do infinito, uma nova área que gera caminhos aleatórios, que ocorrem dentro de missões da história e nas novas aventuras.

Essa expansão era muito aguardada, principalmente pelos jogadores mais veteranos da saga, que se mantinham esperançosos pelos ajustes necessários ao jogo. Como alguns dos piores problemas, temos o fraco conteúdo de endgame, recompensas não muito valiosas e a facilidade de evolução.

Se formos analisar Destiny 2 como um jogo para se aproveitar apenas uma vez, concluir a história e experimentar os demais conteúdos, o jogo da Bungie é atrativo, mas Destiny é uma franquia recorrente, que instiga os jogadores a continuar jogando e jogando, procurando melhorias e evolução. Destiny 2 não conseguiu fazer o que seu antecessor fez, já que as recompensas são facilmente obtidas e várias não são sequer utilizadas. A maioria dos jogadores acaba por utilizar pouquíssimas das armas disponíveis, mantendo algumas delas como as únicas que realmente se vale a pena conseguir.

A Maldição de Osíris não resolve os principais problemas do jogo. A campanha é interessante, mas não tem qualquer vínculo com o universo já apresentado, desperdiçando uma excelente oportunidade de aparar várias arestas da história de todo o universo de Destiny, além de ser curta e não dar motivos para se retornar. A floresta do infinito tem um conceito interessante, mas é muito mal utilizada, servindo apenas de ponte entre uma área e outra, essas que só se acessam nas missões principais ou nas aventuras, sendo impossível utilizá-las como um modo separado.

A adição da forja de armas em Mercúrio faz os jogadores refazerem as atividades do jogo em busca de materiais específicos para a criação de itens únicos, como os eventos públicos, os novos assaltos heroicos que incrementam a dificuldade e as aventuras heroicas de Mercúrio. Mas mesmo essa execução é falha, já que nenhuma recompensa da forja é melhor dos que as já existentes e utilizadas pelos jogadores, sendo algo apenas para aumentar sua coleção de itens guardados no cofre.

Os novos mapas do crisol, modo jogador contra jogador, não trazem nada além de novos locais com os velhos problemas. A falta da escolha dos modos de jogo e armas desbalanceadas acaba por afastar vários jogadores.

Algumas decisões são difíceis de entender por parte da Bungie. A nova área de Mercúrio é muito pequena e vazia, além de que vários itens adicionados são equipamentos reciclados do jogo anterior. A inclusão de novos ornamentos para armaduras poderia ajudar na melhoria do sistema endgame, mas como não muda nada além da estética, se torna desinteressante muito rápido. A impressão que se tem é de que Destiny 2 tem se tornado um jogo muito mais casual e focado apenas na customização do seu personagem e não nos desafios cooperativos.

Para os aficionados em troféus e que ainda não platinaram Destiny 2, a expansão deixou a platina do jogo praticamente impossível de ser adquirida. O troféu de terminar um evento anoitecer ou incursão no modo heroico tem seu nível base aumentado de 300 para 330, mas o jogador que não possui a expansão não vai conseguir sair do nível 300 ou 305 com a utilização de mods. Essa diferença é brutal e torna a atividade absurdamente complicada de ser concluída.

Um excelente ponto positivo da expansão é a nova incursão disponível. Uma nova área com desafios melhores que a anterior, mais focada no combate em equipe, organização e coordenação de todos os 6 membros do esquadrão, além de atividades que fazem mais sentido ao histórico de Destiny e não apenas correr de um lado para outro segurando uma bolinha, como se fosse uma brincadeira de criança.

Certamente, a primeira expansão de Destiny 2 não traz o que era esperado, além de não complementar muito na expansão do universo. Há muito que arrumar e a Bungie talvez tenha que mudar critérios definidos e que não estão mais sendo efetivos. Apesar das inúmeras falhas no sistema de endgame, para aqueles que já dispõem de amigos para jogar e que ainda quer se manter no universo, talvez valha a pena dar uma chance e ao menos aproveitar a nova incursão.

Veredito

A maldição de Osíris não traz o que Destiny 2 precisa e não resolve a maioria dos problemas que o jogo apresenta. A campanha e a nova Incursão são interessantes, mas poderiam ser mais bem inseridas no universo do jogo, sendo que todo o conteúdo novo não é o suficiente para valer o preço da expansão.

DLC analisado com código fornecido pela Activision.


 

60%