AnálisesDLCPS3

Trials of St. Lucia (Dante’s Inferno)

Análise

NOME: Dante's Inferno
FABRICANTE: Não disponivel
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Não disponivel
DISTRIBUIDORA: Não disponivel


LANÇAMENTOS
Não disponivel Não disponivel Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Não disponivel


Eis um motivo para você retornar ao Inferno, ou talvez não. Trials of St. Lucia traz adições suficientes para dar um novo sopro de vida a Dante’s Inferno, especialmente levando-se em consideração a curta duração do jogo principal. As principais novidades inclusas no pacote são Lucia, nova personagem jogável que favorece um modo para dois jogadores, além do modo de criação de suas próprias trials. A personagem que dá título ao pacote é uma mártir cega, considerada anjo da guarda de Dante.

O modo de criação oferece certa liberdade, porém tudo sempre cai nos mesmos parâmetros de jogo. Existem 12 arenas pré-construídas baseadas em diferentes cenários do jogo, desde o Limbo até o Lago Cócito, das quais os jogadores podem escolher até seis e colocar até 25 ondas em cada uma. Cada onda pode ter uma das 10 diferentes modalidades para ser vencida, que vão desde o básico “Kill Them All” até os mais elaborados como “Melee Combo Required”. A quantidade de inimigos que aparecem, bem como suas características (como energia e comportamento), é definida pelo usuário. Todas as criaturas básicas são selecionáveis, e uma criatura totalmente nova também foi desenvolvida para este modo: o Summoner, designado especificamente para ondas do tipo “Kill the Summoner”. Basicamente, ele revive todas as criaturas eliminadas enquanto se transporta para diferentes áreas da arena.

Deve-se mencionar, entretanto, que alguns dos modos são de certa forma falhos. Ondas do tipo “Don’t Kill the Prisoner” e “Marked for Death” podem causar enorme frustração, especialmente em partidas para um jogador. O problema é que ambos os personagens possuem golpes que atingem inimigos que se aproximem em qualquer direção, então mesmo que você tente acertar apenas os alvos que pode atacar, inevitavelmente acabará acertando alguns golpes naqueles que não podem morrer. Se um deles morre, a onda imediatamente reinicia, tirando uma das vidas do jogador – o que não é um problema nas trials onde você tem vidas ilimitadas, porém nem sempre é o caso. Outras combinações também não dão exatamente certo, como é o caso do modo “Explosives Only”, onde todos os inimigos devem ser eliminados utilizando os demônios explosivos, em arenas onde os inimigos podem ser jogados para fora do cenário. Uma explosão pode fazer com que o inimigo caia fora do cenário, qualificando a queda como sua morte e não a explosão, falhando a onda e punindo o jogador por isso.

A soma de todos os atributos da trial define sua pontuação e qual tipo de medalha será recompensada para jogadores que a vencê-la. Outros detalhes que também são levados em conta nesse fator são armadilhas e ítens que auxiliam os jogadores, como fontes e bombas de luz. Os personagens estão sempre com suas habilidades no máximo, porém sua quantidade de vidas, níveis de mana e energia são definidas no momento da criação, assim como a disposição inicial de suas magias – que ocasionalmente fará você ativar a magia errada enquanto tentava ativar a armadura divina, indispensável para a maior parte das trials. Não se surpreenda se você morrer com um simples ataque do mais fraco dos demônios – o que nos leva ao nosso próximo ponto.

Esqueça todas as trials feitas pelos usuários. Vamos nos focar nas 40 trials disponibilizadas pelo time de desenvolvimento de Dante’s Inferno. Além de serem trials excepcionalmente longas, a maior parte delas é frustrante. Existem diversos fatores que pesam aqui, mas o principal deles é a quantidade limitada de vidas oferecida. Não serão poucas as vezes que você fará uma excelente campanha mas perderá todas suas vidas em uma determinada onda porque chegou sem mana para ativar a armadura divina, ou ainda precisaria fazer um combo de tantos hits que não foi possível pelo atraso existente entre algumas animações do personagem. Outro problema crucial é que o jogador é frequentemente desconectado do servidor, mesmo jogando trials para um jogador, e às vezes ocorrendo quando o jogador está próximo de completar uma trial.

A quantidade de trials existentes é virtualmente infinita, porém não existe um mecanismo de busca. Você pode ordená-las na lista para ver as mais jogadas, as mais recentes e as que receberam melhores qualificações. Todos são sistemas que deixam a desejar. As mais jogadas sempre listam as trials que foram feitas para facilitar a vida dos jogadores na busca de medalhas, então normalmente são trials de uma ou duas ondas somando cerca de 10 segundos de jogo, e a questão da qualificação de trials também é trivial: essas trials mencionadas também recebem notas altas, e estarão lado a lado com elaboradas trials que um usuário pode ter levado bastante tempo desenvolvendo, por exemplo. Os jogadores dispõem de um sistema de favoritos, onde podem colocar as trials que tenham gostado de jogar para repeti-las em qualquer ocasião.

Para finalizar, o modo cooperativo para dois jogadores é bastante eficiente. Ele favorece o trabalho em equipe como qualquer co-op deveria fazer, porém um headset se faz necessário. Os jogadores precisam elaborar estratégias imediatas e instantâneas a cada nova onda que tenha um objetivo diferente. Em ondas do tipo “Kill the Summoner Quickly”, por exemplo, cada personagem deve cuidar de um canto do cenário para conseguir vencê-lo; e sem um método de comunicação dinâmico, dificilmente a dupla teria sucesso. Os problemas, novamente, recaem sobre a constante frustração de algumas trials e, infelizmente, as falhas no servidor.

70%