AnálisesPS3

Borderlands

Análise

NOME: Borderlands
FABRICANTE: Gearbox Software
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Tiro em primeira pessoa (FPS) / Action RPG
DISTRIBUIDORA: 2K Games


LANÇAMENTOS
23/10/2009 23/10/2009 10/02/2010


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Número de jogadores: 1-2 (2-4 online)

Espaço necessário: 2.7GB

Definição HD: 1080p

Downloadable Content (DLC)

Trophies


"[…]No there ain’t no rest for the wicked/Until we close our eyes for good". E é com a música do Cage The Elephant que somos introduzidos ao mundo hostil de Borderlands. A abertura do game nos joga de cabeça no planeta de Pandora e com uma apresentação estilizada das classes de personagens damos nosso primeiro passo em busca do mito do Vault, um local repleto de tecnologia alienígena.

Pandora, em tempos anteriores, foi explorado pela corporação Atlas que buscava o Vault, porém a colonização do planeta aconteceu durante seu inverno, e quando o verão chegou sua fauna e flora acordaram da longa hibernação fazendo com que todos os recém-chegados fossem forçados a lutar por suas vidas ou fugir do planeta. Durante a fuga, a Atlas soltou todos os bandidos que tinha trancado em suas prisões, deixando o planeta mais perigoso do que já era. Esse é Pandora. Seja bem-vindo.
 

Borderlands é um jogo interessante e difícil de ser classificado como um único gênero. Nele encontramos boas sequências de ação com tiroteios em primeira pessoa, mas também mecânicas mais profundas oriundas do RPG como desenvolvimento de personagem com experiência e skills. Mas independente do estilo do jogo, seu ponto forte está nas armas. São literalmente milhares de armas diferentes, tanto em modelo (rifles, espingardas, pistolas, etc) quanto em status (ataques elementais, dano, fire rate, precisão, etc). Com tudo isso, podemos dizer que Borderlands é uma mistura de Fallout 3 com seu estilo de RPG e FPS, e Diablo com evolução em árvore de skills e um loot fest que deixa qualquer fanático por esse estilo com água na boca.

No início do game temos a opção de escolher entre 4 classes de personagens: O soldier é aquele "pau para toda obra". Com excelência em combate a média distância ele é bom com rifles de assalto e espingardas. O Hunter, especialista em rilfes de longa distância e pistolas é para os jogadores que dão preferência a precisão. Com armas que quando bem utilizadas matam com apenas 1 tiro. A Siren é a única mulher do jogo e também é especializada em combate a média distância, porém dando ênfase a prevenção de dano. O Brick é o famoso tanque. Grande e forte, é ótimo em combates corpo-a-corpo com grande absorção de dano. Apesar das "preferências" de estilo de jogo entre cada classe, todos podem usar todas as armas, porém alguns possuem skills exclusivas para determinados tipos de arma, dando a essas uma clara vantagem de uso sobre as outras.
 

Cada classe possui também uma habilidade específica como uma torre de metralhadora para o Soldier e uma águia para o Hunter, que o ajuda nas batalhas em longa distância. A Siren é um ser com poderes sobre-humanos e possui a habilidade de phasewalk. Quando ativado a Siren fica invisível e imune a ataques dos inimigos. Por último temos o Brick que entra em Bersek, ficando impossibilitado de usar armas, mas com uma força física fora do normal.

É com essas mecânicas que o jogo se desenrola. A progressão é feita na forma de main e side quests. As main quests são até interessantes e nos fornecem informações sobre a história e o mundo de Pandora, porém as side quests são chatas. Em sua grande maioria não adicionam nada de interessante à história principal ou o que a cerca e se resumem a missões como "vá até a cidade X e me traga determinado item" ou "mate Y inimigos de determinado tipo e volte aqui". Existe um pequeno texto com os motivos de o NPC lhe enviar em tal missão, mas não fará diferença nenhuma se não o ler. Outro ponto negativo nas missões são as distâncias. Mesmo com o esquema de teletransporte habilitado em alguns save points e com a possibilidade de utilizar carros para se locomover, o jogador vai viajar longas distâncias e na maioria das vezes enfrentando os mesmos inimigos que já havia enfrentado, porém dessa vez dando pouca ou nenhuma experiência. Isso acaba por diminuir o ritmo do jogo a ponto de deixa-lo monótono em determinados pontos.

Uma opção muito bem vinda em borderlands é a possibilidade de se jogar em multiplayer. É possível jogar com até mais 3 pessoas e fazer quests juntos ou simplesmente testar quem é o mais forte na arena. Borderlands com os amigos é muito mais divertido e deixa o jogo mais empolgante e difícil já que o número e nível dos inimigos aumentam de acordo com a quantidade e nível dos jogadores. Mas lembre-se de uma coisa: Borderlands é um jogo onde o objetivo é conseguir armas cada vez melhores porém, estas são deixadas para trás por inimigos e no calor da batalha, as coisas acontecem no esquema "achado não é roubado". Então é sempre melhor jogar com amigos que estão dispostos a ajudar uns aos outros no estilo "Need over greed" (necessidade sobre ganância).
 

O visual de Borderlands é muito bonito. Tudo é renderizado em cel-shaded e tem aquela sensação de desenhado a mão lembrando um pouco o jogo Prince of Persia. Tanto os personagens quanto os cenários são bem feitos e detalhados com uma exceção aqui e outra ali, mas nada que afete a beleza do jogo. As vezes encontramos alguns soluços em relação ao frame rate, principalmente quando mirando em inimigos mais próximos. Outra questão é o carregamento das texturas que leva alguns segundos para serem completamente carregados depois que passamos de uma área para a outra do mapa.

O som, com exceção da música na abertura do jogo, não possui nada de memorável, porém é competente ao que se propõe. Consegue elevar a tensão em momentos de batalha e tem uma variedade razoável de acordo com a área do mapa que o jogador se encontra.

Embrulhando tudo e analisando como um todo, Borderlands é um bom jogo. Cumpre o que promete e entrega aos jogadores um jogo consistente e divertido, principalmente no multiplayer. Recomendado tanto aos que ficam com aquela coceira no dedo para apertar o gatilho quanto aos que estão sempre em busca daquela arma que é mais forte.

83%