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Análise DLC – Lost on Mars (Far Cry 5)

Apesar de uma história bastante focada no humor e com uma maior dificuldade no combate, o que mais se sobressai ainda é a falta de conteúdo e a repetição exaustiva do mesmo.

Análise

NOME: Lost on Mars (Far Cry 5)
FABRICANTE: Ubisoft
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Ação / Aventura
DISTRIBUIDORA: Ubisoft


LANÇAMENTOS
17/07/2018 17/07/2018 17/07/2018


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: 1080p
Nº de Jogadores: 1
Troféus
Espaço necessário: 5,1 GB
Legendas em PT-BR: Sim
Dublagem em PT-BR: Sim


Perdido em Marte é a segunda expansão lançada para Far Cry 5, do total de três planejadas. Após uma recepção ruim da primeira expansão, que mais parecia um modo feito dentro do Arcade do jogo, as expectativas quanto ao novo conteúdo não são das melhores.

Nessa nova aventura, Nick Rye e Hurk, personagens do jogo base que serviam como armas de aluguel, são praticamente abduzidos para marte na esperança de ajudar uma Inteligência Artificial chamada Anne a lutar contra alienígenas insectóides que planejam invadir a Terra.

As coisas não começam muito bem para Hurk e cabe ao jogador, no controle de Nick Rye, ajudar tanto Anne quanto Hurk na difícil tarefa de, aparentemente, livrar a Terra de uma invasão terrível.  Para isso, o jogador deve explorar o deserto marciano e reestabelecer as instalações do planeta, para que, assim, Anne tenha força suficiente para criar um exército de robôs e eliminar os alienígenas.

Há algumas boas novidades que mudam a experiência como um todo. Praticamente não levando nada a sério e abusando do humor dos personagens, Perdido em Marte já mostra desde o início que é bem mais divertido que a expansão anterior.

O arsenal futurista lembra bastante algumas histórias e antigos filmes de ficção científica. Como não há munição, todas funcionam com um sistema de carga, na qual a arma leva um tempo pra poder ser utilizada novamente.

Outra novidade é o cinto gravitacional que permite Nick flutuar por marte em busca dos objetivos, eliminando assim o dano por queda e adicionando mais verticalidade tanto para a exploração quanto para o combate. Por falar em combate, os inimigos são difíceis até mesmo no modo normal e qualquer desatenção é morte certa.

Os insetos realmente lembram piolhos gigantes e mutantes, como é falado por Hurk. Há variações deles, como alguns com armaduras, outros que explodem e até voadores. Como o novo sistema de armas não permite ficar sempre atirando, montar estratégias e utilizar de coberturas, além do cinto gravitacional, é muito útil. Apesar disso, é comum abusar dos escudos, itens, granadas e recuperadores de vida, já que qualquer ajuda é válida numa batalha contra 10 ou mais insetos ao mesmo tempo.

O mapa do jogo realmente passa uma ideia do que seria uma estação espacial futurista no planeta vermelho, cercado pelo deserto e paisagens desoladas. Infelizmente, mesmo com uma ambientação agradável, o mapa é bastante simplificado e traz de volta à série ativos que foram descartados até no jogo base.

O sistema de ativar torres para liberar pontos de interesse no mapa está de volta. Por mais que sejam poucas, mesmo assim mostra que a criatividade para substituir esse sistema em Far Cry 5 não foi igualmente utilizado na expansão. Há poucas atividades a serem feitas e as existentes são apenas a repetição do mesmo ato.

A expansão praticamente se resume a recapturar as instalações de Marte, recuperar certos “coletáveis” de Hurk, ir atrás das rainhas dos insetos, algumas atividades do dublê Clutch Nixon e os colecionáveis que explicam o destino de um personagem que desaparece durante a campanha de Far Cry 5.

Mesmo não parecendo pouco conteúdo, a maioria pode ser feita praticamente simultaneamente, como ativar uma estação, matando a rainha nela e recolhendo os itens próximos. Tudo isso dá uma vida de 4h ou mais, caso o jogador deseje fazer 100% de tudo o que está disponível.

Num todo, Perdido em Marte é um salto de qualidade quando comparado ao primeiro conteúdo liberado um mês atrás, mas ainda apresenta muita repetição do pouco conteúdo disponível.

Veredito

Apesar de uma história bastante focada no humor e com uma maior dificuldade no combate, o que mais se sobressai ainda é a falta de conteúdo e a repetição exaustiva do mesmo. Isso acaba prejudicando uma expansão que poderia ser mais bem aproveitada com uma abordagem na ficção científica.

Jogo analisado com código fornecido pela Ubisoft.

65%